Nos últimos anos, o governo brasileiro tem procurado apresentar a situação do País como muito boa, com bons indicadores econômicos, crescimento do PIB, inflação sob controle etc.
No entanto, dados reais da população brasileira mostram que, na verdade, não é bem assim.
Na última semana, a Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) divulgaram um levantamento mostrando que nada menos que 73,7 milhões de brasileiros estavam com o nome negativado no mês de fevereiro. Esse número representa uma alta de 10,2% em relação ao mesmo mês de 2025.
O número representa 44,1% da população adulta do País. Cada inadimplente devia, em média, R$4.992,43 em fevereiro. Além disso, cada devedor possui dívidas com cerca de 2,29 empresas credoras.
Quase 3 em cada 10 consumidores (29,9%) tinham dívidas no valor de até R$ 500. O percentual chega a 42,5% quando se fala de dívidas de até R$1.000.
A inadimplência apresenta uma concentração significativa em adultos jovens e no setor financeiro. A maior concentração de devedores está na faixa etária de 30 a 39 anos, somando 18,0 milhões de pessoas. Isso significa que mais da metade (53,1%) da população nessa faixa etária está negativada.
A distribuição é equilibrada, com leve predominância feminina: 51,35% de mulheres e 48,65% de homens. Observando os resultados por região, o Sul apresentou a alta mais expressiva no número de inadimplentes na comparação anual, com crescimento de 18,1%, seguido pelo Sudeste (18,0%), Norte (17,9%), Centro-Oeste (15,4%) e Nordeste (14,2%).
Em 2015, eram 57 milhões; atualmente, 73,7 milhões. A inadimplência cresceu em todo o período pós-golpe. Mas o mais preocupante é que o atual governo não conseguiu conter esse retrocesso social, mesmo com programas como o “Desenrola Brasil”. O fato é que os salários estão arrochados, o custo de vida está elevado e as taxas de juros, as maiores do planeta. Assim, a população não consegue, como gostaria, pagar nem mesmo suas contas básicas, e a inadimplência só aumenta.
É necessário um reajuste emergencial de 100% em todos os salários e um salário mínimo de R$7.500,00.





