Guerra no Oriente Próximo

Esquerdistas que, ao contrário do povo, odeiam o governo iraniano

OCI finge que não vê o povo iraniano todo apoiando o governo, e assim o ataca em meio a ofensiva imperialista

Povo Iraniano

A esquerda pequeno-burguesa esconde seu apoio ao imperialismo com artigos como o Contra os ataques ao Irã! Fora o imperialismo e suas guerras!, publicado no sítio Marxismo, ligado à OCI, neste 28 de fevereiro.

O texto inicia dizendo que “o ataque dos Estados Unidos e Israel contra o Irã é uma agressão do principal país imperialista do mundo, em conjunto com sua cabeça de ponte no Oriente Médio, o sionismo israelense, contra um país oprimido. Os comunistas são incondicionais na defesa dos trabalhadores e da juventude iraniana contra o ataque imperialista que está sendo realizado”. E já apresenta uma capitulação.

Os comunistas têm que apoiar o governo iraniano, pois é ele que está combatendo o imperialismo. Dizer genericamente que se está “na defesa dos trabalhadores e da juventude” é uma forma de se omitir. Os trabalhadores e a juventude no Irã estão apoiando o governo, basta ver as massivas manifestações após os ataques criminosos de agentes do Mossad e da CIA. O povo se uniu e rechaçou a agressão.

A OCI se une ao imperialismo quando diz que não “compactua” com aquilo que chama de “regime assassino do aiatolá Ali Khamenei, nascido da traição e subversão da Revolução Iraniana de 1979”. Para tentar dar base a essa posição pró-imperialista, a OCI diz, segundo o “Sindicato dos Trabalhadores da Empresa de Ônibus de Teerã e Subúrbios”, em nota de 27 de fevereiro, que a libertação do povo iraniano não virá por meio da intervenção militar dos Estados Unidos e de Israel, e sim da organização dos próprios trabalhadores.

Para tal, o grupo publica uma nota que é uma verdadeira fraude:

“O Sindicato continua a enfatizar seu princípio fundamental e inviolável: a verdadeira libertação do povo do Irã só é possível por meio de uma direção coletiva e da participação consciente, organizada e independente de toda a classe trabalhadora, juntamente com outros setores oprimidos no interior do país — e não por meio de intervenção militar dos Estados Unidos e de Israel, nem de qualquer outro Estado estrangeiro que busque poder ou de suas forças afiliadas e apoiadoras.

Ao mesmo tempo em que condena veementemente o assassinato em massa do povo pobre do país, o Sindicato expressa suas sinceras condolências às famílias e entes queridos dos mortos no levante de janeiro e exige a libertação imediata e incondicional de todos os detidos”.

O texto está descolado da realidade. O que essa suposta “direção coletiva” e essa “participação consciente e organizada” estão fazendo contra o imperialismo que ataca o Irã? Apenas o governo iraniano tem as ferramentas para enfrentar e derrotar o imperialismo, que é o verdadeiro inimigo.

É uma traição exigir a “libertação imediata e incondicional de todos os detidos”, quando os agentes infiltrados do Mossad e da CIA promoveram uma tentativa de revolução colorida, mataram milhares de pessoas, além de destruírem hospitais, escolas, mesquitas, bibliotecas e até mesmo instalações do corpo de bombeiros. O governo primeiro tem que investigar quem são os detidos e libertá-los conforme cada caso.

Luta abstrata

É preciso denunciar essa luta abstrata que a esquerda pequeno-burguesa costuma reivindicar quando se trata de combater o imperialismo, pois é uma forma de desmobilizar e retirar apoio aos países atacados.

Em vez de unir a classe trabalhadora e a juventude em torno de quem está efetivamente lutando, a esquerda pró-imperialista acusa tanto o governo do Irã quanto o da Venezuela, que o texto cita, tratando-os como ditaduras que mantêm presos políticos, massacram a população etc., o que é uma forma de sabotagem.

Qual é o desejo da esquerda diante de governos opressores, de maneira geral? Que eles sejam derrotados. Porém, derrotar o governo iraniano no meio de uma guerra é um claro apoio a seus inimigos.

Também é falsa a ideia de que o governo iraniano seja essa ditadura sanguinária que tentam vender. Isso é fácil de comprovar, basta ver as manifestações de rua. No Irã, mais de 30 milhões de pessoas saíram às ruas em mais de 1.500 cidades em apoio ao governo. Que tipo de ditadura é essa? Não faz o menor sentido. Fingir não enxergar essa simples questão já demonstra que essa esquerda age de má-fé.

O povo iraniano tem lotado todos os dias as ruas e as praças, chorando o assassinato brutal de Ali Khamenei pelo imperialismo, e clama por vingança. Que espécie de ditador é esse?

A Revolução Iraniana, apesar de ter sido atacada por uma guerra por procuração em 1980 pelo Iraque, a mando do imperialismo, e apesar de décadas de sanções econômicas brutais, tem conseguido alfabetizar o povo e, para aqueles que mentem que as mulheres são oprimidas, 99% delas estão alfabetizadas. Sem falar da enorme participação delas na medicina, na engenharia e mesmo na política.

O mal dos iranianos é terem percebido que nunca teriam paz e, por isso, montaram o Eixo da Resistência, que tem desafiado o imperialismo e seu braço armado no Oriente Médio: “Israel”.

O imperialismo tem atirado seu cão sionista sistematicamente contra o Irã. Os sionistas promovem sabotagem, assassinam no Irã cientistas e seus familiares, pessoas que não são combatentes. Acabam de iniciar uma guerra contra o país sem qualquer tipo de provocação, um crime contra a humanidade que conta com o silêncio e a cumplicidade do “mundo civilizado”.

Neste exato momento, várias “democracias” se juntaram ao fascista Donald Trump para atacar o Irã: Alemanha, Austrália, França, Itália e Reino Unido.

Luta antifascista?

Onde estão aqueles que se dizem contra o fascismo? Os países “civilizados” e “democráticos” tiraram suas máscaras. São tão fascistas quanto Trump, ou qualquer outro que se apresente.

A esquerda que se diz antifascista mente, pois não ataca o imperialismo de verdade. Na verdade, o fortalece ao tentar “se libertar” do único regime que nasceu de uma revolução e que está impondo pesadas perdas ao inimigo, apesar dos duros golpes que vem recebendo.

Não existe meio-termo: ou a esquerda apoia o governo iraniano, ou está ao lado do imperialismo.

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