Escândalo do Banco Master

Esquerda vai acobertar os crimes do STF?

O contrato existe e, se não existisse, a jornalista estaria ao lado de Débora Rodrigues dos Santos

É inegável que exista um esforço gigantesco da esquerda pequeno-burguesa para blindar o senhor Alexandre de Moraes, e não é para menos. Logo que o ministro cair, por qualquer denúncia que seja, ou que seja dispensado de suas funções de perseguição política (tal qual Joaquim Barbosa) quem vai ficar com o “mico” é essa esquerda que o defende com unhas e dentes.

O caso do banco Master ainda está para ser revelado em todas as suas características, ou em algumas delas, a depender do interesse dos donos do regime. Afinal, se tem uma coisa que um banco é bom em fazer é corromper absolutamente todas as instituições de um país. Um criminoso do PCC ou do CV não chega aos pés do que um banco pode fazer com uma nação.

Mas a esquerda está a postos para fazer a defesa cega de seu herói, Alexandre de Moraes. Como o caso de Eduardo Guimarães (colunista do Brasil 247), ao tratar das denúncias de Malu Gaspar, que escreveu que “a autoproclamada jornalista deixa claro (…) que seu jornalismo se baseia em fuxicos”, quando esta teria dito que não existe prova do que ela alegou, o que não foi o caso.

O texto recente da jornalista diz “Master: contrato milionário da mulher de Alexandre de Moraes previa atuação em órgão federal, mas…”. Segundo o redator do Brasil 247, a palavra “mas” encerra “todo o conteúdo da bazófia por trás do uso que ela faz do mero fuxico para fundamentar acusações aos seus alvos.”

Quando, na realidade, o “mas” queria dizer o que de fato ela disse: “Master: contrato milionário da mulher de Alexandre de Moraes previa atuação em órgão federal, mas… Viviane Barci de Moraes não atuou em ao menos três órgãos previstos em cláusula”. Ou seja, é um aprofundamento da denúncia. 

Malu Gaspar é a jornalista autora original da denúncia contra o intocável Alexandre de Moraes. A denúncia é simples. O banco contratou, como advogada, a esposa de Alexandre Moraes, justamente quando o banco entra em crise e é investigado sobre uma infinidade de práticas delitivas. Xandão, por sua vez, teria atuado em nome do banco Master por trás dos bastidores (o verdadeiro advogado) para, dentre outros, pressionar o presidente do Banco Central, para aprovar a venda do banco Master ao BRB, de acordo com Gaspar.

Segundo a denúncia, o contrato previa o pagamento de 3,6 milhões mensais do Master para advogada-esposa durante três anos. Nada mal.

A esquerda, diante da questão, ficou histérica, de novo. Afinal, onde já se viu um juiz envolvido com corrupção no Brasil? Jamais! E, diante desse mandamento conservador, busca, a todo momento, aliviar a barra do ministro amigo do PSDB, ex-secretário de segurança de São Paulo. 

Bom, todo mundo sabe que se o tal contrato não existisse, Malu Gaspar já estaria presa. Ou seja, o contrato existe, como ela mesma já demonstrou e a esposa-advogada não desmentiu. Prossegue, o redator do Brasil 247: “O ‘mas’ da Malu encerra a admissão de que não encontrou droga nenhuma de prova de que Viviane Barci de Moraes firmou qualquer contrato com o Banco Master e prestou à instituição qualquer outro tipo de serviço.”

Só o tom do parágrafo entrega a posição de defesa de Xandão a qualquer custo. E ela, a colunista da Globo, diz, aprofundando a crise e comprovando o alegado: “Apesar da previsão expressa no contrato milionário firmado pela advogada Viviane Barci de Moraes com o Banco Master, o trabalho da mulher do ministro Alexandre de Moraes é desconhecido em pelo menos três dos quatro órgãos do Executivo onde ela supostamente deveria atuar: o Banco Central, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e agora também a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).”

Como advogado de defesa de Xandão (como se ele precisasse), afirma Eduardo Guimarães:
“A autoproclamada jornalista deixa claro, portanto, que seu jornalismo se baseia em fuxicos. Senão, vejamos:

1 – acusou um ministro do STF de tráfico de influência.

2 – não apresentou o contrato que a esposa dele teria firmado – divulgou apenas supostos trechos de um contrato-fantasma.

3 – não apresentou evidência de que ela tenha prestado qualquer serviço além de atuar em ação do banco contra jogador de rúgbi que teria caluniado a empresa Gafisa em março de 2024.”

A primeira acusação é uma realidade. Um cidadão com o mínimo de esclarecimento sabe que todo juiz, especialmente diante do fato de não ser eleito, está sujeito a todo tipo de corrupção. No Brasil, um agente fundamental em esquema de corrupção é um juiz. 

Por outro lado, existe uma questão fundamental: uma autoridade pública, por esta mesma razão, tem ela que provar que fez ou deixou de fazer tal e qual coisa, não o cidadão ou um jornalista. Alexandre de Moraes tem que provar que não está envolvido em negociata, não quem fez a denúncia.

Finalmente é uma pessoa contra o estado. Não é possível exigir da pessoa comum um rol extenso de provas cabais contra um agente público. A máquina estatal, da qual Moraes faz parte, deve comprovar a regularidade de seus atos, com ou sem denúncia.

Os trechos apresentados pela jornalista não foram negados por ninguém. Ponto para a jornalista. O contrato existe e, se não existisse, como já dissemos, a jornalista estaria ao lado de Débora Rodrigues dos Santos, a “moça do batom”. 

O ponto 3 é justamente o que a jornalista alega. A advogada não fez nada, e recebeu, segundo a denúncia, 3,6 milhões de reais ao mês para isso. 

Prossegue o defensor do STF: “Agora, Malu Gasparzinho, a jornalista das fontes fantasmas, ataca de novo o mesmo STF que entrou na mira da imprensa de direita. Inventou uma “guerra” entre Toffoli e a PF. A prova? Três fontes que não querem se identificar.”

Só não viu a crise entre a PF e o STF quem não quis, e a coisa vai piorar ainda mais, especialmente com a proximidade das eleições. Toda movimentação atual é para estabelecer quem pode ou não ser eleito. Ou melhor, quem será eleito.

A esquerda pequeno-burguesa e o colunista viraram defensores febris do STF ao ponto de encobrir suas arbitrariedades, seus crimes, e a própria corrupção do estado, algo totalmente rotineiro em um regime capitalista.

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