Em 30 de janeiro de 2026, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) divulgou uma nova leva de arquivos do caso Jeffrey Epstein, com mais de três milhões de páginas de documentos, cerca de 180 mil imagens e mais de dois mil vídeos, sob a Epstein Files Transparency Act, sancionada em novembro de 2025. Entre os materiais, aparece o depoimento de uma fonte do FBI que descreve Epstein como operador de inteligência ligado ao Mossad e à rede de “Israel”.
A divulgação trouxe à tona o rastro associado ao apelido “littlestjeff1” e à conta homônima no jogo Fortnite. Publicações na Internet passaram a investigar o caso e cruzar menções do apelido em registros antigos com a existência do perfil digital, que registra atividade recente. Após a repercussão, a conta foi tornada privada, o que intensificou ainda mais a discussão em torno do tema.
O que colocou o Fortnite no centro do caso foi o apelido “littlestjeff1”, que aparece nos documentos e coincide com um perfil identificável dentro da plataforma. Além disso, nos documentos divulgados pelo governo dos EUA, está um e-mail que registra a compra de V-Bucks, o dinheiro virtual do Fortnite, pela conta em questão. A partir daí, usuários passaram a relacionar o histórico do nome e registros de atividade atribuídos à conta com a hipótese de que Epstein foi retirado de cena em 2019 e preservado sob proteção do aparato sionista. O fato de o perfil ter sido colocado em modo privado após a viralização reforçou a suspeita de que se tocou em um ponto sensível da operação. Ao mesmo tempo, este perfil só não teve atividade registrada na época em que Epstein estava na cadeia, em 2019.
Em um depoimento divulgado nos arquivos, a fonte do FBI afirma que Alan Dershowitz, advogado de longa data de Epstein, disse ao então procurador do Distrito Sul da Flórida, Alex Acosta, que Epstein “pertencia tanto aos serviços de inteligência dos EUA quanto aos de seus aliados”. O mesmo informante relata uma proximidade pessoal entre Epstein e Ehud Barak, e afirma que o financista teria sido “treinado como espião sob sua tutela”. Essa afirmação e a relação de Epstein com Barak são amplamente registradas pelos documentos divulgados. O texto atribui ainda a Dershowitz a frase de que, “se ele fosse jovem novamente”, estaria “portando uma arma como agente do Mossad”.
Nesse sentido, as atividades relacionadas à conta no Fortnite, aliadas ao que os próprios arquivos escancaram sobre a conexão mais do que evidente de Epstein, agente do Mossad, com “Israel”, dão força à versão de que ele ainda estaria vivo e na ocupação sionista. As autoridades norte-americanas mantêm oficialmente a classificação de suicídio, em 2019, mas a nova documentação deu força a amplas discussões na Internet sobre quem controlava Epstein e quais interesses foram protegidos no desfecho do caso.




