Os principais partidos da luta anti-imperialista no Oriente Médio emitiram comunicados em defesa da Venezuela após os bombardeios norte-americanos. O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), a Jiade Islâmica Palestina, a Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), o Ansar, Alá, do Iêmen, e o Hesbolá, do Líbano, rejeitaram a agressão dos Estados Unidos contra a Venezuela e alertaram sobre as consequências da intervenção imperialista na região.
O Movimento de Resistência Islâmica da Palestina (Hamas) classificou o ataque dos EUA à Venezuela e o possível sequestro do presidente Nicolás Maduro e sua esposa como um ato de agressão flagrante e uma clara violação do direito internacional e da soberania de um país independente. O grupo instou a comunidade internacional, incluindo o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), a adotar medidas urgentes para deter a agressão.
Na mesma linha, a Jiade Islâmica Palestina condenou o ataque, qualificando-o como um ato hostil contínuo que vai desde o bloqueio naval até ataques militares diretos. O grupo denunciou que estas ações refletem a intenção dos Estados Unidos de impor seu domínio e controlar as nações mediante a força.
Da mesma forma, a Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) qualificou a agressão como uma nova fase do terrorismo organizado dos EUA contra países independentes, destacando que pretextos como a luta contra o narcotráfico são apenas desculpas para saquear os recursos da Venezuela.
Por sua vez, o Ansar Alá denunciou diretamente a agressão militar, afirmando que o ataque reflete a política imperialista de destruição de países e saque de recursos, reafirmando sua solidariedade ao povo venezuelano.
O Hesbolá rejeitou energicamente o ataque, descrevendo-o como uma “agressão terrorista e arrogante”. Em seu comunicado, o grupo afirmou que “esta ação constitui uma violação flagrante e inédita da soberania de um país independente… levada a cabo sob pretextos falsos e enganosos”.
O comunicado enfatiza que o ataque reforça a “lógica da selva e a lei do mais forte”, enfraquecendo a estrutura restante da ordem internacional. O Hesbolá também criticou as alegações de paz e democracia dos EUA, acusando o país de mostrar sua “verdadeira face criminosa” desde o Afeganistão até o Iêmen, cooperando com “Israel” sob um silêncio vergonhoso da comunidade internacional.





