A Editora Democritos está presente na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, aberta nesta sexta-feira (4) no Distrito Anhembi. As primeiras imagens do estande mostram livros, revistas, camisetas e outras publicações disponíveis aos visitantes.
A Bienal ocorre até 13 de setembro e reúne centenas de editoras, livrarias e demais participantes do setor editorial.
A presença da Democritos leva ao evento um catálogo bastante diferente daquele oferecido pelas grandes editoras comerciais. A própria casa editorial se apresenta como dedicada a obras de filosofia, teoria política, história e cultura, com atenção especial ao pensamento revolucionário, à crítica da sociedade e às grandes transformações históricas.
Nas fotografias do estande, um dos principais destaques é O Espinho e o Cravo, de Iahia Sinuar. Publicado no Brasil pela Democritos em dois volumes, o romance foi escrito pelo dirigente palestino durante os anos em que esteve preso por “Israel” e acompanha décadas da história da Palestina por meio da trajetória de uma família.
Outro título visível é O Hamas conta seu lado da história, de Ahmed Shehada e Rui Costa Pimenta. A presença dessas obras coloca diante dos frequentadores da Bienal publicações que apresentam diretamente a luta palestina e suas organizações, assunto particularmente importante no momento em que o povo palestino enfrenta a guerra de extermínio promovida pelo Estado de “Israel”. O livro integra atualmente o catálogo de teoria da Democritos.
O marxismo também ocupa uma parte importante do catálogo da editora. Entre as obras publicadas estão Sobre a Teoria da Revolução Permanente e Stálin, o grande organizador de derrotas, de Leon Trótski; O Capital de Karl Marx: um breve resumo, de Carlo Cafiero; e Manifesto por uma Arte Revolucionária e Independente, de André Breton e Trótski.
A Democritos publicou ainda obras de Rui Costa Pimenta, como Quem somos e por que lutamos e A luta por um partido revolucionário dentro do PT, além de A era da censura das massas, escrito por Rui e João Jorge Caproni Costa Pimenta.
As imagens da Bienal mostram que o catálogo não se limita à política propriamente dita. Está exposto também A evolução do futebol brasileiro através das Copas, de Juca Simonard, que trata a história da Seleção Brasileira relacionando o desenvolvimento do futebol às transformações políticas, sociais e econômicas do País.
Além dos livros dispostos nas mesas e estantes, o estande possui camisetas e outros materiais. Entre as peças fotografadas aparece uma camiseta em defesa da Palestina, ao lado de outras estampas políticas e culturais.
A participação na Bienal coloca a produção da Democritos em contato com um público muito maior. Em meio a um evento dominado em grande parte pelos grandes grupos editoriais, a editora apresenta livros dedicados ao marxismo, à história revolucionária, à luta palestina e a interpretações políticas da história e da cultura.
A presença da Democritos no Anhembi é também uma oportunidade para que leitores conheçam diretamente um catálogo que, segundo a própria editora, procura fazer do livro um instrumento de estudo, debate, preservação da memória política e compreensão das grandes lutas históricas.






