O governo dos Estados Unidos tomou emprestado cerca de US$1 trilhão nos cinco meses transcorridos desde outubro, segundo relatório mensal divulgado na segunda-feira (9) pelo Escritório de Orçamento do Congresso norte-americano (CBO). Apenas em fevereiro, a dívida federal aumentou US$308 bilhões.
De acordo com o levantamento, o avanço do endividamento foi impulsionado pelo aumento dos pagamentos de juros da dívida pública e pela elevação dos gastos do governo norte-americano, incluindo despesas militares. No mesmo intervalo de cinco meses, o Tesouro dos EUA desembolsou US$433 bilhões apenas para o serviço da dívida, que se aproxima de US$38,9 trilhões.
A presidente do Committee for a Responsible Federal Budget (CRFB), Maya MacGuineas, afirmou que a situação “não pode ser sustentável”. Ela defendeu a redução dos déficits e propôs, como meta inicial, uma relação de 3% entre déficit e Produto Interno Bruto (PIB).
Em relatório recente, o centro de estudos afirmou que os Estados Unidos estão “quase certamente” prestes a entrar no próximo choque econômico com um nível de endividamento superior ao de qualquer outro momento anterior.
A divulgação dos números ocorre em meio a novos relatos sobre o custo da ofensiva militar norte-americana contra o Irã. Na terça-feira (10), o Washington Post, citando autoridades não identificadas, informou que as Forças Armadas dos EUA consumiram US$5,6 bilhões em munições apenas nos dois primeiros dias dos ataques.
Segundo o jornal, o governo de Donald Trump deverá enviar ao Congresso, nos próximos dias, um pedido suplementar de orçamento para a área de defesa que pode chegar a US$50 bilhões.
Parlamentares do Partido Democrata passaram a manifestar preocupação com a ausência de objetivos claramente definidos na agressão militar conduzida por Trump contra o Irã.
Na semana passada, o Politico informou que o Pentágono trabalhava com a perspectiva de que a guerra durasse ao menos mais 100 dias, ou até setembro, em contraste com a previsão inicial de quatro semanas apresentada por Trump.





