Universidades

Ditadura: Insper e ESPM banem uso de celular em sala de aula

No Insper, aparelho só poderá ser usado com autorização do professor; quem insistir pode ser convidado a sair

O Insper anunciou que vai proibir o uso de celulares durante as aulas de graduação, ampliando ao ensino superior uma restrição que se consolidou no País após a lei federal de 2025 que vetou aparelhos na educação básica. A medida foi comunicada aos cerca de 4 mil alunos da instituição no dia 29 de janeiro e passa a valer a partir do retorno das aulas.

A ESPM também vai adotar, nesta semana, uma política de restrição ao uso de smartphones em sala, segundo as informações divulgadas sobre a mudança no ensino superior.

No caso do Insper, a orientação é que o celular permaneça fora de uso durante as aulas, salvo quando houver autorização expressa do docente para fins pedagógicos ou para a gestão da própria aula. A instituição informou que não haverá apreensão dos aparelhos. Ainda assim, o estudante que insistir em utilizar o celular poderá ser expulso da sala.

A proibição, conforme comunicado interno assinado pela diretora de graduação, Priscila Claro, deixa a critério do professor definir “o momento apropriado” para atividades que exijam dispositivos, seja por necessidade didática, seja por procedimentos como controle de presença. A instituição, que utiliza recursos digitais com frequência, mencionou que há práticas como chamada por aproximação do celular e tarefas que podem depender de equipamentos eletrônicos.

Ao mesmo tempo, notebooks e tablets continuarão permitidos para anotações e atividades acadêmicas. A regra vale para a graduação e não alcança os cursos de pós-graduação.

A decisão foi apresentada pela direção como resposta a reclamações recorrentes de professores, que relatam perda de atenção e dificuldade para conduzir a aula. O presidente do Insper, Guilherme Martins, afirmou que o comportamento de checar o celular repetidamente “atrapalhava muito a dinâmica” e que a sensação entre docentes era a de estar falando com uma pequena parcela da turma, enquanto o restante permanecia concentrado nas telas.

A tendência de expansão do veto no ensino superior aparece também em outras instituições. A Fundação Getulio Vargas (FGV) informou que pretende implantar uma proibição do uso de celulares em salas de aula em todos os seus cursos ainda neste ano, com expectativa de início no semestre. O pró-reitor Antonio Freitas afirmou que a instituição considera que o aparelho prejudica a aprendizagem e comparou a situação a um estudante lendo jornal durante a aula. A FGV indicou que não pretende criar punições formais, mas sustenta que a regra seria benéfica aos próprios alunos.

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