O ministro do Interior, Justiça e Paz da Venezuela, Diosdado Cabello, principal liderança da ala radical do chavismo, condenou, neste sábado (3), o “ataque traiçoeiro” terrorista dos Estados Unidos com bombas e mísseis contra civis e infraestruturas em Caracas, pedindo calma e unidade ao povo.
O ministro indicou que a agressão, ocorrida após 28 semanas de ameaças do governo norte-americano de Donald Trump, buscou gerar desespero na população, embora seus efeitos tenham sido apenas parciais:
“O país está em completa calma. O que eles tentaram com as bombas e os mísseis que lançaram, conseguiram apenas parcialmente. E digo parcialmente porque eles esperavam que o povo saísse talvez desesperado, covardemente. Não. Os covardes ficaram no passado. Este povo sabe o que tem que fazer”, enfatizou Diosdado Cabello.
O ministro enfatizou que o país foi objeto de um “ataque terrorista” dirigido contra a população, o território venezuelano, instalações elétricas e a Revolução Bolivariana. Ele destacou que o ataque também afetou aqueles que não têm relação com o chavismo, constituindo assim um ataque indiscriminado contra toda a Venezuela. Foram relatadas bombas caindo em edifícios e locais habitados por civis.
Cabello assinalou que as forças militares e policiais, em coordenação com o povo organizado, encontram-se mobilizadas em todo o território para garantir a paz e a tranquilidade nacional. O ministro informou que um grupo de efetivos militares e policiais realizou patrulhamentos intensos por Caracas durante a noite e a madrugada.
Das ruas de Caracas, Cabello fez um firme apelo à calma e à confiança na liderança do Alto Comando Político-Militar. Instou a cidadania a não cair no desespero nem facilitar as ações do “inimigo invasor e terrorista” que atacou covardemente. Sublinhou que esta não é a primeira batalha que o povo venezuelano enfrenta, o qual soube sobreviver a circunstâncias adversas, sempre com a convicção de que sairá vitorioso.
Além disso, o ministro fez um apelo à comunidade internacional para que se pronuncie sobre este ataque. Cabello alertou que as organizações e organismos mundiais que mantiverem silêncio diante desta “massacre” de civis e dos bombardeios a zonas habitadas se tornarão cúmplices. “É um chamado apenas à reflexão”, afirmou, aludindo à necessidade de uma postura ética global.
Durante sua alocução, assinalou que o país se mantém em “completa calma”, contradizendo as expectativas dos atacantes, que esperavam uma reação descontrolada. Cabello agradeceu a dedicação dos homens e mulheres que trabalharam incansavelmente para assegurar a cidade. Além disso, o ministro denunciou que o ataque “traiçoeiro e vil” foi perpetrado contra um povo que dormia, o que realça a covardia da agressão. O ministro instou as organizações políticas do país a emitirem pronunciamentos unificados e a manterem uma “alerta” constante.
“Não caiamos na provocação deles. Não caiamos na desesperança. Tenhamos toda a fé posta e, ao final desta batalha, o povo da Venezuela sairá vitorioso. E ao final destes ataques, nós venceremos”, concluiu Diosdado Cabello.




