A presidenta encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou nesta quarta-feira (28) que o governo responderá aos “inimigos da pátria” com “união” e “lealdade absoluta” à Revolução Bolivariana. A fala ocorreu durante cerimônia na Universidade Militar Bolivariana, em que Rodríguez recebeu da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) as insígnias do cargo, como o bastão de mando e a réplica da espada de Simón Bolívar.
No ato, Rodríguez afirmou que o país vive uma circunstância “extraordinária e complexa” e relacionou o momento à agressão de 3 de janeiro, quando, conforme relatou, a Venezuela “amanheceu em meio a uma terrível agressão militar externa”. Ela pediu à juventude militar que garanta “o futuro esplendoroso de uma pátria livre e independente” e prestou tributo aos mortos na ação, manifestando solidariedade às famílias.
Ao mencionar Bolívar, disse: “o homem das dificuldades” foi conhecido não apenas por vitórias, mas também por “incontáveis derrotas e infortúnios”, e pediu que o “espírito do Libertador” oriente a abertura de “novos caminhos” para defender o país.
Rodríguez anunciou a criação de uma Oficina Nacional para a Defesa e a Segurança Cibernética, voltada, segundo ela, à proteção do espaço digital venezuelano após a experiência de uma “desigual batalha” marcada por superioridade tecnológica e armamento “desconhecido”, o que, disse, teria sido reconhecido publicamente por autoridades norte-americanas.
Ela informou ainda o relançamento da Gran Misión Negro Primero e da Misión Guardianes de la Patria, com o objetivo de aprofundar medidas de justiça social nas fileiras militares e policiais e atender demandas em saúde, moradia e seguridade. Em outra medida, pediu que órgãos de segurança apresentem, em até 100 dias, “diretrizes” do novo sistema defensivo nacional, em “união cívico-militar-policial”.
No mesmo evento, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, afirmou que, após a agressão e o sequestro do presidente Nicolás Maduro e de Cilia Flores, a Sala Constitucional do Tribunal Supremo de Justiça reconheceu Rodríguez como presidenta encarregada para evitar “vácuos de poder”. Diosdado Cabello citou o Discurso de Angostura e repetiu a frase: “unidade, unidade, unidade deve ser nosso distintivo”.





