Um policial militar de folga assassinou um jovem de 21 anos com um tiro na cabeça durante uma discussão de trânsito na zona norte de São Paulo, na tarde de segunda-feira (5), na Brasilândia. O caso ocorreu por volta das 14 horas, na rua Reverendo Carlos Wesly.
Segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo e pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP), o policial Leandro de Souza Assis, de 37 anos, discutiu no trânsito com Bruno Lisboa Araújo, de 21 anos, que dirigia outro veículo. O motivo da discussão não foi informado pela SSP.
Durante o confronto, o agente sacou a arma e disparou contra o carro do jovem. O tiro atingiu Bruno Araújo na cabeça, ainda dentro do veículo. Ele foi socorrido e levado ao Hospital Cachoeirinha, também na zona norte da capital, mas morreu após dar entrada na unidade.
Após o assassinato, Leandro de Souza Assis se apresentou no 72º Distrito Policial, em Vila Penteado. No local, foi preso em flagrante por suspeita de homicídio e encaminhado ao presídio militar Romão Gomes.
O caso mostra que o problema da violência, frequentemente utilizado pela esquerda pequeno-burguesa como motivo para não apoiar a legalização das armas, é fruto do Estado. Finalmente, foi um agente da repressão estatal que assassinou o jovem que, se estivesse armado, poderia ter sobrevivido ao ataque. Ao mesmo tempo, a Chacina do Alemão e da Penha, no final de 2025, demonstrou que os maiores assassinos são do aparato de repressão do Estado, os verdadeiros culpados pela matança do povo.





