O governo do Irã divulgou estimativa preliminar de 270 bilhões de dólares em danos causados por ações dos Estados Unidos e de “Israel”, terça-feira (14), por meio de declaração oficial à agência de notícias russa RIA Novosti. A informação foi apresentada pela porta-voz governamental Fatemeh Mohajerani, com base em avaliações iniciais realizadas por órgãos estatais e instituições envolvidas na reconstrução.
O governo iraniano informou que os prejuízos decorrentes das ações militares realizadas pelos Estados Unidos e por “Israel” no país alcançam aproximadamente 270 bilhões de dólares, segundo estimativa preliminar divulgada na terça-feira (14). A informação foi apresentada pela porta-voz do governo, Fatemeh Mohajerani, em entrevista à agência RIA Novosti.
De acordo com Mohajerani, o valor ainda pode ser alterado à medida que novas avaliações forem concluídas. Ela destacou que os danos estão sendo analisados em diferentes níveis, abrangendo desde infraestrutura até perdas humanas e impactos econômicos indiretos.
A porta-voz também informou que a questão das reparações está sendo tratada no âmbito das negociações diplomáticas em curso. Segundo ela, esse tema foi incluído nas discussões realizadas em Islamabad, onde representantes do Irã e dos Estados Unidos participaram de encontros mediados pelo governo do Paquistão.
Dados divulgados por autoridades iranianas indicam que mais de 125 mil estruturas civis foram destruídas ou danificadas durante o conflito. Entre elas, cerca de 100 mil são residências e aproximadamente 23,5 mil correspondem a estabelecimentos comerciais.
Além das perdas materiais, o país também registrou elevado número de vítimas. Informações da Organização de Medicina Legal do Irã apontam que pelo menos 3.753 pessoas morreram em decorrência dos ataques, incluindo mulheres e crianças.
As ações militares tiveram início em 28 de fevereiro, quando forças dos Estados Unidos e de “Israel” realizaram ataques aéreos que atingiram alvos estratégicos e resultaram na morte de autoridades e comandantes iranianos. Em resposta, o Irã lançou operações com mísseis e drones contra posições militares adversárias.
O país também adotou medidas no campo marítimo, incluindo o bloqueio do Estreito de Ormuz para embarcações associadas aos países envolvidos no conflito. A decisão teve impacto direto no comércio internacional, especialmente no transporte de petróleo e gás.
Em 8 de abril, foi estabelecido um cessar-fogo temporário com base em proposta apresentada pelo Irã. No entanto, as negociações realizadas nos dias 12 e 13 de abril, em Islamabad, não resultaram em acordo definitivo, após mais de vinte horas de discussões entre as delegações.
Apesar da ausência de entendimento final, o cessar-fogo continua em vigor, enquanto as partes mantêm canais diplomáticos abertos. O governo iraniano segue atualizando os dados sobre os impactos do conflito, incluindo os prejuízos econômicos e as necessidades de reconstrução do país.





