Em mais uma matéria divulgada pela Folha de São Paulo nesta quinta-feira (2) relacionando ministros do Supremo Tribunal Federal e o banqueiro Daniel Vorcaro, consta que o magistrado Dias Toffoli teria viajado em jatinho executivo operado pela Prime Aviation, empresa que tinha como sócio o empresário e dono do Banco Master.
Conforme a reportagem, a aeronave citada, de prefixo PR-SAD, é a mesma do cruzamento de dados da Anac e do Decea mencionado pela “Folha” em matéria anterior, e que também teria sido utilizada em viagens do ministro Alexandre de Moraes em outras ocasiões.Os documentos analisados pela reportagem mostram ainda que Toffoli teve dez registros de entrada, ao longo de 2025, no terminal executivo do aeroporto de Brasília, tendo utilizado principalmente aeronaves particulares.
Segundo a matéria da Folha, a partir do cruzamento com dados do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), foi possível apontar qual avião teria sido usado em seis dessas ocasiões, já que não havia outros voos em horários próximos. Em cinco dos casos, as aeronaves estavam registradas em nome de empresários.
Em 4 de julho o ministro Dias Toffoli entrou no terminal executivo do Aeroporto de Brasília às 10h. No mesmo intervalo, segundo registros do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), uma aeronave da Prime Aviation decolou às 10h10 com destino a Marília (SP), cidade natal de Toffoli.
Ainda segundo a Folha, no mesmo dia, seguranças do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região foram deslocados para Ribeirão Claro (PR), onde fica o resort Tayayá, frequentado pelo ministro e localizado a cerca de 150 quilômetros de Marília. O deslocamento, conforme a corte, foi feito a pedido do STF para atender uma autoridade.
Nesta quarta-feira (1º) saiu a informação de que o ministro Alexandre de Moraes viajou ao menos sete vezes em jatos da empresa Prime Aviation. O Estadão fez um levantamento sobre os custos dessas viagens. Cada voo custa até R$ 290 mil por itinerário, portanto a soma de todas as viagens pode passar de R$ 1 milhão.
Esses voos foram pagos, segundo consta de nota do escritório de Viviane Barci, esposa do Ministro Alexandre de Moraes, “compensando os honorários advocatícios nos termos contratuais”. O escritório mantinha à época um contrato com o Banco Master – informou o Estadão. Escritório este que mantinha um contrato com o Banco no valor de R$ 129 milhões.





