Em carta divulgada neste domingo (8), data em que a Venezuela realizou a Consulta Nacional Popular 2026 e celebrou o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, o presidente Nicolás Maduro Moros enviou de sua prisão em Nova Iorque uma mensagem ao povo venezuelano em defesa da fé, da unidade nacional e da organização popular como base do Poder Popular.
A mensagem foi tornada pública pelo deputado Nicolás Maduro Guerra e apresenta um chamado para que a população fortaleça a ação coletiva nos circuitos comunais, apontando a participação direta das massas como elemento decisivo para o aprofundamento do governo popular. No texto, Maduro também destacou o papel das mulheres na organização social do país e afirmou que elas ocupam um lugar central na construção das comunas.
Ao relacionar a data de 8 de março com a realização da Consulta Nacional Popular 2026, o presidente venezuelano assinalou o caráter político da jornada e procurou impulsionar a mobilização popular em torno da votação. Segundo a carta, a vontade popular é o instrumento mais poderoso para enfrentar as dificuldades impostas de fora contra a Venezuela.
A mensagem também retoma o Discurso de Angostura e a tradição bolivariana para defender uma política surgida das bases, orientada pelo pensamento de Simón Bolívar e voltada à edificação de um governo “popular, justo e moral”. Nesse sentido, o texto sustenta que a participação direta das comunidades é a garantia de uma paz duradoura para as famílias venezuelanas.
Maduro ainda vinculou a consigna de que “a fé move montanhas” às referências cristãs e ao compromisso bolivariano, apresentando a jornada eleitoral como parte da luta pela soberania nacional. Na carta, conclamou a população a votar massivamente em seus respectivos circuitos comunais e a transformar cada obstáculo em um caminho aberto para a pátria.
O presidente venezuelano também insistiu que a unidade entre o povo e suas lideranças permanece firme apesar das agressões imperialistas. De acordo com a mensagem, a Venezuela seguirá seu processo de transformação apoiada no ideal de Bolívar e Chávez, com o poder efetivamente colocado nas mãos da população organizada.
A carta se encerra com uma saudação à jornada deste domingo, definida como uma demonstração de fé firme e de luta cotidiana pela soberania do país. O texto foi recebido com entusiasmo por brigadas internacionais e por movimentos sociais que acompanham o processo de votação em todo o território venezuelano.




