Nesta segunda-feira (9), o preço do petróleo Brent esteve próximo de atingir US$120,00 o barril, chegando a US$119.50, conforme noticiado pelo jornal norte-americano The New York Times. É a primeira vez desde 2022, primeiro ano da guerra na Ucrânia, que o Brent ultrapassou a marca de US$100,00 o barril.
O Brent é a principal referência mundial para o preço do petróleo bruto. Ele serve como base para a precificação de cerca de dois terços do petróleo comercializado globalmente, especialmente nos mercados da Europa, África e Oriente Médio.
O aumento ocorre em razão da guerra de agressão do imperialismo e do sionismo contra a República Islâmica do Irã. Reagindo aos crimes do imperialismo, as forças iranianas fecharam o Estreito de Ormuz para embarcações ligadas aos países imperialistas e “Israel”. Pelo estreito transita cerca de 20% do petróleo mundial transportado pela via marítima. Além do fechamento desta rota, o Irã também retaliou contra as monarquias árabes do Golfo, produtoras de petróleo, lacaias do imperialismo, especialmente dos EUA, atingindo instalações petrolíferas.
Alertando sobre a continuidade da guerra de agressão, Vladimir Putin, presidente da Federação Russa, afirmou que “a produção de petróleo que depende do estreito corre o risco de parar completamente no próximo mês. Ela já está em queda”, conforme noticiado pela emissora Russia Today (RT). Durante uma reunião governamental sobre os mercados globais de energia, Putin afirmou que o mundo está prestes a se deparar com uma “nova… realidade de preços”, classificando-a como “inevitável”.
Nessa conjuntura, Peter Szijjarto, ministro das Relações Exteriores da Hungria, exortou a União Europeia a suspender as proibições de importação de petróleo e gás russos, em vigor desde o início da Guerra na Ucrânia. Através de publicação em sua página da plataforma X, Szijjarto afirmou que “com a escalada da guerra no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz, uma parcela significativa do fornecimento global de energia está agora em risco”, acrescentando que “se Bruxelas mantiver as sanções, isso causará sérios danos aos cidadãos europeus e à economia europeia”.
Em declaração, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, afirmou, utilizando como pretexto a farsa da suposta ameaça nuclear vinda do Irã, que a alta do petróleo é um preço pequeno a se pagar: “os preços do petróleo a curto prazo, que cairão rapidamente quando a ameaça nuclear iraniana for eliminada, são um preço muito pequeno a pagar pela segurança e paz dos EUA e do mundo. Só os tolos pensariam diferente!”.
Sendo o petróleo a principal fonte energética, bem como insumo fundamental na indústria e no transporte de mercadorias e na logística que o acompanha, a alta do barril de petróleo tende a resultar em inflação dos produtos em geral, reduzindo o poder de compra do povo, já muito reduzido.
Caso a agressão imperialista contra a República Islâmica continue, a tendência é que o preço do barril aumente no período próximo. Conforme noticiado pelo portal de notícias The Cradle, um porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya do Irã alertou que ataques contínuos à infraestrutura energética iraniana poderiam desencadear uma retaliação mais ampla em toda a região, advertindo: “se vocês toleram preços do petróleo acima de US$ 200 por barril, então continuem com esse jogo”. A declaração foi em resposta a recentes ataques a israelenses contra depósitos de petróleo em Teerã.



