Guerra no Oriente Próximo

Crise: ‘Israel’ aprova milhões de dólares para fundo emergencial de guerra

Votação telefônica de emergência autorizou o remanejamento de verbas de vários ministérios para reforçar o Ministério da Guerra

O governo de “Israel” aprovou, por meio de uma votação telefônica de emergência entre ministros, o remanejamento de grandes somas do orçamento de vários ministérios para atender às necessidades militares imediatas. A medida prevê a liberação de 2,6 bilhões de siclos para 2026 ao Ministério da Guerra, em meio ao aprofundamento da agressão contra o Irã e a relatos sobre o esgotamento de parte dos estoques militares do regime.

O documento divulgado pelo correspondente militar da emissora Kan, Itai Blumental, apontou uma “necessidade urgente e imediata” de sustentar a prontidão operacional das forças armadas. Entre os objetivos citados estão a compra de grandes quantidades de munição, a aquisição de equipamentos avançados de combate e a recomposição de estoques consumidos durante a agressão. Ainda de acordo com o documento, a decisão foi classificada como “excepcional e exclusiva” para a administração das operações militares em condições de emergência.

Ao mesmo tempo, surgiram versões divergentes sobre a situação real das reservas militares de “Israel”. O correspondente militar do Canal 14, Hillel Bitton Rosen, procurou minimizar as informações sobre a falta de interceptores e afirmou, citando o aparato de segurança do regime, que os estoques permaneceriam suficientes por um período prolongado.

A declaração, no entanto, entrou em choque com informação publicada no sábado pelo Semafor, que relatou, com base em autoridades norte-americanas, que “Israel” comunicou aos Estados Unidos que suas reservas de interceptores de mísseis balísticos estavam se aproximando de um nível crítico à medida que a guerra com o Irã se intensificava.

Conforme a publicação, as autoridades sionistas alertaram Washington de que os ataques contínuos de mísseis iranianos estavam impondo pressão crescente sobre a rede de defesa aérea da entidade, especialmente sobre os sistemas destinados a interceptar projéteis balísticos de longo alcance. O próprio regime já entrou na guerra com carências em parte desses equipamentos, após gastar grandes quantidades na agressão do ano passado.

Autoridades norte-americanas reconheceram que a escassez já era esperada. Uma delas afirmou que se tratava de algo previsto antecipadamente, o que indica que a deterioração das reservas militares sionistas vinha sendo acompanhada de perto por Washington.

A arquitetura de defesa aérea de “Israel” — ou o que restou dela — é dividida em vários sistemas. O finado Domo de Ferro é voltado principalmente para foguetes de curto alcance, enquanto ameaças de maior alcance dependem de sistemas como o Arrow, capaz de interceptar mísseis balísticos fora da atmosfera. Esses interceptores, além de tecnologicamente complexos, custam milhões de dólares por unidade e exigem longos ciclos de fabricação, o que dificulta a reposição rápida em uma guerra prolongada.

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