A cada dia que passa – como já alertado por vários analistas militares – o ataque criminoso dos Estado Unidos e “Israel” contra o Irã toma proporções de uma derrota gigantesca para o imperialismo na região. As crises econômicas, de relações diplomáticas, de armamento, de defesa, etc. estão explodindo por todas as partes. Após 12 dias de guerra direta, já se ouve falar de um possível acordo e um cessar-fogo por parte da Casa Branca.
A Press TV publicou nesta quarta-feira (11) uma matéria apontando que os militares norte-americanos estão enfrentando uma grave escassez de mísseis de defesa aérea na região. Uma fonte dentro do Exército dos EUA com conhecimento direto das operações militares americanas revelou os esforços logísticos em andamento por parte dos EUA para transferir armas de locais estratégicos ao redor do mundo para a região do Oriente Médio.
A fonte revelou à Press TV que as forças americanas estão correndo contra o tempo para transportar armas de outros teatros de operações estratégicas globais para a região, em meio à rápida diminuição de recursos, uma consequência direta dos poderosos ataques retaliatórios do Irã no âmbito da Operação Promessa Verdadeira 4. Até o momento as forças militares iranianas já lançaram 37 ondas de ataques com mísseis e drones contra o regime israelense e bases americanas na região.
A Bloomberg, citando especialistas militares e funcionários do Pentágono, afirma que o Irã em duas semanas conseguiu sobrecarregar significativamente os estoques militares americanos. Um relatório direto das forças armadas dos EUA afirma que os EUA e seus aliados no Golfo Pérsico dispararam mais de 1.000 mísseis interceptores Patriot PAC-3 — quase o dobro da capacidade de produção anual dessas armas.
A análise destacou um desequilíbrio de custos impressionante. Enquanto cada drone Shahed iraniano custa entre US$ 20.000 e US$ 50.000, os mísseis Patriot usados para abatê-los custam aproximadamente US$ 4 milhões cada. Além disso, um radar do sistema de defesa aérea THAAD, avaliado em 300 milhões de dólares, foi danificado na Jordânia por um míssil iraniano. O relatório afirma que o pentágono gastou US$ 5,6 bilhões apenas em munições nos dois primeiros dias da guerra.
Por outro lado, a Press TV publicou um anúncio da Guarda Revolucionária Islâmica que cerca de 100 “terroristas” americanos ficaram feridos em um ataque retaliatório da Marinha iraniana à base de al-Udairi, no Kuwait. Segundo o comunicado, as operações incluíram “dois ataques simultâneos e de grande intensidade com mísseis” contra a base de helicópteros de al-Udairi, que deixaram “mais de 100” soldados americanos feridos.
A IRGC informou que os feridos foram transferidos para os hospitais al-Jaber e Al-Mubarak. O comunicado acrescentou que mísseis e drones iranianos também atingiram a infraestrutura-chave da base americana no porto de Mina Salman, no Bahrein, que serve como quartel-general da Quinta Frota dos EUA e também abriga sistemas críticos como o Leeds. Além disso, foram realizados ataques com drones contra ‘Aman, Unidade 8200’.
A situação no estreito de Ormuz fica cada vez mais crítica, a Marinha dos Estados Unidos informou o setor de transporte marítimo que, no momento, não pode fornecer escolta militar para embarcações comerciais devido aos altos riscos de ataques iranianos. Conforme o Al Mayadeen em entrevista recente, Trump disse que: “Quando chegar a hora, a Marinha dos EUA e seus parceiros escoltarão os navios-tanque através do estreito”.
Fica claro neste momento que os EUA e “Israel” subestimaram as capacidades de resposta do governo iraniano à agressão contra o país. A cada momento que passa a crise imperialista aumenta – aparentemente sem saída. Os preços do petróleo e da energia estão disparando principalmente nos países europeus.




