A Promotoria da Coreia do Sul pediu nesta terça-feira (13) a aplicação da pena de morte ao ex-presidente de extrema direita Yoon Suk Yeol, acusado de liderar uma tentativa de insurreição ao buscar impor a lei marcial enquanto ainda ocupava o cargo. O pedido foi apresentado na audiência final do julgamento realizado em Seul.
A agência sul-coreana Yonhap informou que os promotores classificaram Yoon como o “líder da insurreição” e sustentaram que ele tentou se manter no poder ao avançar sobre atribuições do Judiciário e do Legislativo.
Investigadores de um painel independente afirmam que Yoon articulou medidas excepcionais para consolidar sua permanência no comando do país, caracterizando tentativa de golpe de Estado. O ex-presidente, de 65 anos, foi destituído e preso em 2025 após o fracasso do decreto de lei marcial.
A defesa nega as acusações e afirma que o decreto não teria por objetivo uma implementação plena, mas funcionaria como um alerta para romper um impasse político. Yoon também alegou que a medida seria necessária para conter supostos agentes pró-Coreia do Norte. No entanto, não foi apresentada nenhuma prova para corroborar esta alegação.
A Corte Constitucional sul-coreana ainda analisa o caso em paralelo. A Associated Press informou que a sentença do julgamento por insurreição deve ser anunciada em fevereiro. Após a destituição, o país realizou novas eleições presidenciais, vencidas por Lee Jae-myung.




