O Congresso Nacional de Honduras aprovou, nesta sexta-feira (9), uma iniciativa do presidente do Parlamento, Luis Redondo, para que o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) realize uma nova apuração de 100% das atas das eleições gerais de 30 de novembro de 2025, apesar de o órgão já ter declarado eleito o candidato do Partido Nacional, Nasry Asfura.
A resolução se tornará lei assim que for publicada no diário oficial, declarou Redondo, que classificou a sessão como histórica.
“Nós não estamos anulando as eleições, simplesmente estamos pedindo que se abram as 19.167 juntas receptoras de votos para conhecer a vontade popular; do que têm medo?”, perguntou o presidente do Congresso.
A proposta foi aprovada em sessão do plenário legislativo. Redondo argumentou que busca garantir a transparência eleitoral e “não permitir o roubo das eleições por meio de uma fraude eleitoral monumental em que se violou o direito ao livre sufrágio, houve ingerência estrangeira e corrupção do TREP [Transmissão de Resultados Eleitorais Preliminares]”. Ele esclareceu que “o plenário de hoje não está pedindo a anulação das eleições”, mas que todas as atas sejam contadas.
O CNE emitiu seu relatório final em 31 de dezembro, embora 2.792 atas com inconsistências tenham sido enviadas ao Tribunal de Justiça Eleitoral (TJE), que tem até 20 de janeiro para emitir seu veredito. A iniciativa de Redondo também solicitou que uma comissão especial se apresente ao Ministério Público “para exigir que se deduza a responsabilidade penal do CNE por não ter realizado a apuração geral no total das atas”.
No entanto, setores da oposição não reconheceram a decisão do Congresso por considerarem que o processo eleitoral já foi concluído formalmente. O cronograma eleitoral prevê a instalação da nova junta do Parlamento em 25 de janeiro e a posse do próximo presidente para o dia 27 de janeiro.
Luis Redondo justificou a iniciativa como uma ferramenta para “fazer uso de todos os instrumentos jurídicos estabelecidos pela lei e pela Constituição da República, bem como pelos tratados internacionais, para exercer ações perante a CIDH (Comissão Interamericana de Direitos Humanos) para defender a democracia e a soberania”.




