O sequestro criminoso do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, pelas forças militares dos Estados Unidos, é, além de um ato de pirataria internacional, uma tentativa deliberada de decapitar o comando político de uma nação soberana para mergulhá-la no caos e facilitar o saque de suas riquezas. Se os norte-americanos forem bem sucedidos, eles irão procurar desestabilizar a situação a tal ponto que haja uma mudança de regime.
Diante dessa agressão sem precedentes, a questão que fica é: qual deve ser a resposta?
A Venezuela encontra-se em uma situação delicada. Se o país não responde à altura, se aceita passivamente o sequestro de seu líder, deixará o caminho livre para que o assédio imperialista cresça. Por outro lado, uma resposta puramente militar contra o território dos Estados Unidos ou de seus aliados provavelmente seria um suicídio político, fornecendo o pretexto necessário para uma guerra total contra um país com capacidade bélica imensamente superior.
A solução para este impasse está na política. A força do imperialismo não reside apenas em seus porta-aviões, mas em seus tentáculos econômicos que permitem dominar a Venezuela, mesmo que esta seja governada por um presidente que seja hostil ao grande capital. A resposta imediata para a investida do imperialismo deve ser o confisco total de toda propriedade e capital norte-americano em solo venezuelano.
É hora de nacionalizar, sem qualquer indenização, cada instalação da Chevron, cada ativo financeiro de bancos estadunidenses e cada propriedade de empresas que financiam a política de agressão a Venezuela. Além do impacto econômico externo, essa medida é o combustível necessário para a coesão interna. Nada une mais um povo do que a retomada de suas próprias riquezas contra um invasor estrangeiro.
A Venezuela deve mobilizar suas milícias, armar a população e declarar que o preço pela liberdade de seu presidente é o fim do domínio econômico dos Estados Unidos sobre o petróleo e os minerais venezuelanos.





