Ásia

Como o Dalai Lama envolveu-se com Jeffrey Epstein?

Epstein procurou insistentemente Dalai Lama, até conseguir se aproximar dele e caso revela o funcionamento do esquema de chantagens do Mossad

Na recente liberação de arquivos do caso Epstein, em 30 de janeiro de 2026, o nome do Dalai Lama aparece mencionado 169 vezes nesses arquivos, segundo registros publicados no site do Departamento de Justiça dos Estados Unidos da América.

Os arquivos recém-divulgados do caso Jeffrey Epstein, o financista condenado por crimes sexuais, que supostamente se suicidou em 2019, trouxeram à tona uma rede intrincada de conexões. Entre as revelações mais surpreendentes está a persistente busca de Epstein pelo Dalai Lama, o líder espiritual tibetano, o que levanta questionamentos sobre as motivações do bilionário e reforça alegações de que ele atuava como agente do Mossad, a agência de inteligência “israelense”. 

Esses documentos, liberados em cumprimento à Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, assinada pelo presidente Trump em novembro de 2025, expõem e-mails, memorandos e relatos que sugerem uma tentativa deliberada de Epstein de se aproximar de figuras proeminentes, como Dalai Lama. Possivelmente a aproximação seria para chantageá-las depois de elas, incentivadas por Epstein e por outras pessoas próximas a ele, como Ghislaine Maxwell, cometerem crimes grotescos contra mulheres, adolescentes, crianças e até bebês.

Os e-mails de Epstein revelam um esforço meticuloso para estabelecer contato com o Dalai Lama. Epstein procurou por alunos de Dalai Lama e chegou a doar 50 mil dólares para ONGs de um deles, em busca de obter desses alunos um canal direto com Dalai Lama. Em uma troca de mensagens, Epstein menciona estar “trabalhando no Dalai Lama para o jantar” ao se comunicar com Soon-Yi Previn, esposa do cineasta Woody Allen. Outra mensagem, de um remetente ocultado na divulgação de arquivos, alude a um evento em uma “ilha” onde o Dalai Lama supostamente estaria presente, uma referência que pode se conectar à infame Little St. James, ilha caribenha de Epstein usada para festas de indivíduos poderosos de países imperialistas com mulheres e meninas em condição de escravidão sexual. 

Joichi Ito, ex-diretor do Media Lab do MIT, aparece como facilitador, conectando Epstein a Tenzin Priyadarshi, um monge tibetano com acesso direto ao Dalai Lama. Foi ao instituto criado por ele que Epstein doou os 50 mil dólares, o que sugere uma estratégia de infiltração por meio de doações e redes acadêmicas.

Essa perseguição ao Dalai Lama não parece isolada, mas parte de um padrão maior que denuncia o comportamento de Epstein como possível agente do Mossad. Documentos internos, incluindo um memorando do FBI de 2020, alegam que Epstein foi “treinado como espião” sob a orientação de Ehud Barak, ex-primeiro-ministro “israelense” e figura de alto escalão na inteligência militar. Barak, que manteve uma relação de longa data com Epstein, aparece repetidamente em comunicações, registros de visitantes e até em piadas sobre laços com o Mossad. Alegações de ex-oficiais “israelenses”, como Ari Ben-Menashe, reforçam que Epstein e sua associada Ghislaine Maxwell realizavam operações de chantagem semelhantes às de Robert Maxwell, pai de Ghislaine e agente do Mossad falecido em 1991. Epstein parecia “colecionar” líderes de dentro dos países imperialistas, de Bill Gates a Noam Chomsky, para potencialmente usá-los em esquemas de influência e extorsão, alinhados com interesses “israelenses”.

Dalai Lama tem conexões públicas com a CIA, adota uma postura anti-comunista e usa a religião como instrumento de organização e propaganda pró-imperialista. Durante décadas, o Dalai Lama recebeu financiamento direto da agência de inteligência americana, com um ganho pessoal publicamente divulgado de US$ 180 mil anuais, como parte de uma estratégia para apoiar o movimento separatista tibetano contra a China. Após a revolta fracassada de 1959, que levou ao exílio do líder no Tibete para a Índia, a CIA armou e treinou guerrilheiros tibetanos em Camp Hale, no Colorado, visando desestabilizar Pequim. 

Embora o apoio tenha diminuído nos anos 1970 pelos acordos feitos pelo ex-presidente norte-americano Richard Nixon com a China, a CIA continua a financiar iniciativas tibetanas por meio de organizações como o National Endowment for Democracy (NED), que destina milhões anualmente a ONGs e mídias anti-chinesas, como o Tibet Justice Center e Students for a Free Tibet. 

O escritório do Dalai Lama negou qualquer encontro ou relação com Epstein, classificando as menções como “especulativas e de terceiros” e culpou a China pela pressão que está recebendo por seu envolvimento com o financista.

Por outro lado, a liberação de arquivos foi associada amplamente pela população e pela imprensa alternativa com o incidente de 2023, em que o Dalai Lama foi filmado pedindo a um menino para “chupar sua língua” durante um evento público na Índia.

Enquanto celebridades e políticos enfrentam consequências em outros países, como a prisão de Andrew Mountbatten-Windsor (ex-Príncipe Andrew) no Reino Unido e acusações contra o ex-primeiro-ministro norueguês Thorbjørn Jagland, nos EUA ninguém foi processado além de Epstein e Maxwell. 

O Departamento de Justiça declarou que a liberação de janeiro é a final.

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