Guerra no Oriente Próximo

Com fim de negociações, barril de petróleo atinge 140 dólares

Marinha iraniana emitiu um comunicado oficial reiterando que o Estreito de Ormuz permanece aberto sob gestão iraniana apenas para embarcações civis

A paralisação das negociações diplomáticas em Islamabade, no Paquistão, desencadeou uma nova fase de escalada militar e econômica no Estreito de Ormuz, consolidando a região como o centro de gravidade do conflito entre o Irã e a coalizão imperialista e sionista liderada pelos Estados Unidos. Após 21 horas de discussões ininterruptas, a delegação norte-americana, chefiada pelo vice-presidente J.D. Vance, abandonou a mesa de negociações alegando a inexistência de um acordo que garantisse a interrupção do programa nuclear iraniano. O governo do Irã, representado por uma equipe técnica de alto escalão liderada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, rejeitou as três exigências centrais norte-americanas: a retirada imediata de todo o estoque de urânio enriquecido a 60%, a suspensão do direito de enriquecimento por um período de 20 anos e a divisão de lucros e gestão sobre o tráfego no Estreito de Ormuz. Conforme relatado por negociadores iranianos, o Irã manteve a posição de não ceder conquistas obtidas em campo em troca de concessões que considerou unilaterais.

Imediatamente após o colapso do diálogo, a Marinha do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (CGRI) emitiu um comunicado oficial reiterando que o Estreito de Ormuz permanece aberto sob gestão iraniana apenas para embarcações civis, enquanto qualquer aproximação de ativos militares será interpretada como violação do cessar-fogo. Este posicionamento foi testado quando um contratorpedeiro norte-americano, em manobra a partir do porto de Fujairah, recuou após receber um alerta iraniano via mediadores paquistaneses, que estabelecia um prazo de 30 minutos para o início de um ataque caso a embarcação não alterasse o curso. Paralelamente, dados de monitoramento por veículos aéreos não tripulados (VANTs) e satélites confirmaram que dois petroleiros de bandeira paquistanesa, o Khairpur e o Shalamar, realizaram uma manobra de 180 graus e desistiram de atravessar a via após a falta de garantias de segurança. Em resposta, o presidente Donald Trump anunciou através de redes sociais e entrevistas que a Marinha dos Estados Unidos iniciará um processo de bloqueio total contra qualquer navio que pague taxas de passagem ao governo iraniano.

O impacto econômico desta nova situação elevou o preço real do petróleo para além da marca de 140 dólares por barril. Analistas indicam que a ameaça de um bloqueio naval mútuo eliminou a deflação temporária de 11% registrada no início da semana. O custo total da guerra para os Estados Unidos, em apenas 40 dias, já supera a marca de 50 bilhões de dólares, com danos diretos à frota aérea estimados em 2,8 bilhões de dólares. A gravidade das perdas materiais obrigou a Força Aérea dos Estados Unidos a retirar do armazenamento em Arizona aeronaves KC-135 Stratotanker fabricadas em 1958, visando recompor a capacidade de reabastecimento em voo após ataques a bases estratégicas. Em solo norte-americano, o preço da gasolina atingiu 4 dólares por galão, causando falhas nos sistemas de exibição de preços em postos da Califórnia, que não foram projetados para as atuais métricas de inflação energética. Globalmente, a Associação de Aeroportos da Europa emitiu um alerta sobre a possibilidade de interrupção sistêmica de voos no continente em até três semanas devido à escassez de combustível de aviação.

No campo operacional, o relatório de danos inclui a destruição de um sistema de radar AN/FPS-132 de 1,1 bilhão de dólares na base de Al-Udeid, no Qatar, além da perda de um drone MQ-4C Triton, avaliado em 200 milhões de dólares, que desapareceu após emitir um código de emergência sobre o Estreito de Ormuz. Fontes militares indicam que o arsenal de interceptores balísticos de “Israel” caiu para níveis críticos, operando com menos de 100 unidades em estoque, o que obriga o comando de defesa a selecionar rigorosamente quais alvos abater. No sul do Líbano, o Hesbolá reportou ataques contra infraestruturas militares em Katzrin, no Golã ocupado, justificando as ações como resposta a sucessivas violações israelenses ao cessar-fogo, que resultaram no martírio de civis, incluindo 13 pessoas em Tefahta e um socorrista da Cruz Vermelha. No Mar Vermelho, um incidente de segurança foi registrado a 54 milhas de Al-Hudaydah, envolvendo a aproximação de botes armados contra uma embarcação comercial.

Internamente, o Irã processa o impacto humano do conflito, confirmando o martírio de 277 estudantes em bombardeios a escolas e danos a um jardim de infância no sul de Teerã. As autoridades de segurança anunciaram a prisão de 26 indivíduos em Natanz acusados de espionagem e colaboração com redes externas, além do confisco de bens de 400 figuras públicas residentes no exterior vinculadas a canais de oposição.

No plano externo, o presidente Masoud Pezeshkian manteve consulta telefônica com o presidente russo Vladimir Putin, na qual ambos criticaram o que chamaram de “padrões duplos” da “diplomacia ocidental”.

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