Meio Ambiente

‘Clima’, desculpa para apologia da política neoliberal

O alarmismo que o MES-PSOL faz sobre o clima é uma maneira de não enfrentar o verdadeiro problema: os bancos drenam os recursos públicos

Golconda

Mais uma vez o MES-PSOL martela a política imperialista do clima, como se pode ler no artigo com o título catastrofista Mudanças climáticas intensificaram em 20% chuvas extremas em Minas Gerais, publicado no sítio Revista Movimento nesta segunda-feira (2). Não é apenas no título que aparece o termo “extremas”, isso é repetido várias vezes no corpo do texto com o intuito de causar apreensão e medo.

Causar medo é uma política que a direita utiliza para impôr medidas cada vez mais restritivas. Não vai demorar, e vão encarcerar pessoas por atirarem um papel de bala no chão, pois isso, dirão, mata as tartarugas marinhas.

De início, lê-se que “uma nova análise do ClimaMeter indica que as chuvas extremas que afetaram Minas Gerais, em especial a Zona da Mata, foram potencializadas pelas mudanças climáticas. A cidade de Juiz de Fora registrou o fevereiro mais chuvoso de sua história, com um volume 240% superior ao recorde anterior, e acumulou 230 mm em apenas dois dias, entre 22 e 24 de fevereiro”.

Uma coisa que essa esquerda nunca menciona, é que o clima não é uma coisa estática, vem mudando desde sempre, isso provam escavações geológicas. Existem ramos especializados no assunto, como estratigrafia e a paleoclimatologia, que observam rochas sedimentares e o solo, cuja coloração das camadas serve como indicativo de tempos mais secos, úmidos, frios, etc.

Portanto, é natural que se compararmos com décadas anteriores os resultados tenderão a se diferenciar. Se “em comparação com o período de 1950 a 1987, o resultado foi que a precipitação está entre 15% e 20% maior do que antes do aquecimento global em 1,3°C”, temos apenas houve uma mudança, não que o clima vai piorar, ou que a temperatura vai aumentar até extinguir a vida na Terra, como pretende a esquerda pequeno-burguesa.

A intervenção humana

O texto traz que, segundo pesquisadora, “o aumento na frequência e na intensidade da precipitação extrema é uma das consequências esperadas das mudanças climáticas antropogênicas”, ou seja, provocada pelos seres humanos. É verdade que a atividade humana interfere no clima, mas quanto?

Apenas o que se espalha é uma ideia de cunho religioso, a de que a humanidade é o mal da Terra. Enquanto a esquerda fica perdida nessa discussão, o verdadeiro problema vai ficando de lado e as propostas apresentadas também não atingem o centro do problema.

Um exemplo disso é o parágrafo que diz que “para o secretário nacional de Mudança do Clima, Aloísio Melo, a destruição provocada pelas chuvas extremas na Zona da Mata mineira expõe gargalos nas políticas de prevenção dos municípios brasileiros. Em entrevista à CNN Brasil, ele ressaltou que gestores públicos ainda ignoram a gravidade da situação. ‘Resiliência é muito uma questão local, de cada contexto, e requer que os agentes locais estejam mobilizados’”.

Em vez de falarem que os “gargalos” são provocados pela falta de verbas, pois o dinheiro é tragado pelos bancos, pela dívida pública criminosa, colocam um secretário para falar que “tem como objetivo tornar as cidades mais resilientes aos impactos das mudanças climáticas” e que criou “uma finalidade específica, com condições próprias de financiamento. – grifos nossos.

Como assim, “condições próprias de financiamento”? É preciso contestar a dívida pública, interromper o pagamento imediatamente e instaurar uma auditoria. Nada disso é discutido seriamente, apenas repetem o alarmismo ou fazem politicagem.

O texto informa que “no sábado (28/2), o presidente Lula anunciou a criação de um gabinete federal em Juiz de Fora para a reconstrução das cidades mineiras atingidas pelas chuvas extremas.” E que “o objetivo da estrutura é desburocratizar a liberação de recursos”.

Liberar recursos, sim, mas com a falta de dinheiro, só se pode concluir que estão tirando de uma área para colocar em outra. O certo é impedir que um punhado de parasitas embolsem metade do orçamento da União e dos municípios e aplicar em políticas públicas.

Política imperialista

Todo esse alarme sobre o clima foi uma iniciativa, desde 1986, dos Estados Unidos que alegavam que estudos da NASA comprovaram o aquecimento global, o buraco na camada de ozônio, o degelo dos polos, a inundação das cidades costeiras.

Foi ali que a esquerda pequeno-burguesa aprendeu a fazer esse alarmismo. O imperialismo, após dezenas de filmes com a Terra sendo sacudida por todo tipo catástrofes, milhares de ‘documentários’ nas tevês, fotos de satélites, finalmente surgiram as políticas para “salvar” nosso planeta.

A solução foi bem simples, os países atrasados não deveriam se industrializar, ou se desenvolver, pois as emissões de carbono prejudicam a natureza. Já os países ricos, não parariam suas emissões, apenas dariam compensações financeiras para continuarem emitindo carbono à vontade.

Essa história de “mudanças climáticas” é descaradamente uma política de dominação implementada pelo imperialismo nos países atrasados com auxílio da esquerda.

Atraso

Uma frente de atuação dessa esquerda é pressionar todo tipo de desenvolvimento na região amazônica, extremamente cobiçada pelo imperialismo pela quantidade incalculável de riquezas.

O papel da esquerda, que muitas das vezes recebe dinheiro de ONGs estrangeiras, é impedir que se construa hidrelétricas, se explore o petróleo, que se construam redes de transporte etc. Enquanto isso, os milhões de habitantes da região amazônica ficam sem acesso a melhorias básicas, como hospitais.

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