Na última quarta-feira, 28 de janeiro de 2026, o Diretor-Geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, recebeu em visita oficial o Vice-Diretor da Central Intelligence Agency (CIA), Michael Ellis, na sede da instituição em Brasília. O encontro, classificado oficialmente como “visita de cortesia”, reuniu uma delegação brasileira de alto escalão: o Diretor-Executivo William Murad, o Diretor de Inteligência Policial Leandro Almada, o Diretor de Cooperação Internacional Felipe Seixas e o Coordenador-Geral de Contrainteligência Rafael Caldeira.
De acordo com a nota divulgada pela PF no dia seguinte (29/01), o objetivo declarado foi o “fortalecimento da cooperação já consolidada entre as agências de segurança e inteligência dos dois países”. Oficialmente, a reunião destacou a importância do intercâmbio de informações, da atuação conjunta no combate a ameaças transnacionais e o “papel estratégico do Brasil no continente americano”. Não foram divulgados detalhes específicos sobre discussões, acordos assinados ou temas pontuais tratados, mantendo-se o tom genérico de cooperação institucional.
Esse silêncio sobre o conteúdo concreto da agenda alimenta questionamentos sobre o real propósito da visita de um alto dirigente da CIA, agência conhecida historicamente por operações de influência e inteligência no exterior dos Estados Unidos da América (EUA). A presença simultânea de diretores de Inteligência Policial e Contrainteligência sugere que temas sensíveis, como compartilhamento de dados sigilosos, coordenação de operações ou alinhamento de prioridades investigativas, possam ter sido abordados, embora nada tenha sido confirmado oficialmente.
O momento do encontro ganha relevância ao ser contextualizado por ações recentes da PF alinhadas aos interesses geopolíticos dos Estados Unidos e de aliados como “Israel”, via Mossad, frequentemente visto como extensão operacional da CIA. Exemplos incluem:
- A perseguição e deportação de palestinos e ativistas pró-Palestina, como no caso do refugiado Abdullah Abu Zaid, detido por semanas em 2025 sob condições questionáveis, e a expulsão de Muslim Abuumar em 2024, pressionada por agências americanas.
- Operações contra supostos membros do Hesbolá na Tríplice Fronteira, baseadas em alertas e listas fornecidas por serviços ocidentais, mesmo sem enquadramento como terrorismo pelo ordenamento jurídico brasileiro.
- Ações contra supostos “espiões russos” em 2025, iniciadas a partir de comunicações urgentes da CIA logo após o início do conflito na Ucrânia, resultando em vigilância e prisões sem evidências independentes robustas, conforme relatos de veículos internacionais.
Esses episódios indicam um padrão em que a PF atua com base em demandas externas, priorizando a política do imperialismo, como repressão a grupos listados como terroristas pelos EUA, como Hamas e Hesbolá ou contrainteligência contra Rússia e China.
A visita de Michael Ellis, portanto, não surge isolada, mas como mais um elo em uma cadeia de subordinação que transforma a PF em executor de interesses estrangeiros. A ênfase oficial no “intercâmbio de informações” e na “atuação conjunta” contra ameaças transnacionais pode, na prática, significar a entrega de dados sensíveis sobre cidadãos brasileiros, movimentos políticos internos ou relações diplomáticas do país, sem transparência ou controle democrático adequado.
Diante disso, o encontro de 28 de janeiro reforça a necessidade urgente de uma investigação independente sobre o grau de ingerência da CIA (e agências aliadas) na Polícia Federal. Por que uma agência de inteligência estrangeira tem acesso privilegiado à cúpula da PF? Quais compromissos foram firmados ou renovados nessa reunião fechada? A ausência de detalhes públicos só aumenta as suspeitas de que a soberania nacional continua sendo negociada em encontros opacos.
Dessa forma, a Polícia Federal brasileira segue se comportando como uma extensão operacional do FBI, da CIA e do Mossad, cumprindo ordens que servem ao imperialismo em detrimento dos direitos fundamentais do povo brasileiro, sistematicamente violados a mando do estrangeiro. Essa vassalagem, evidenciada mais uma vez nessa visita de alto nível, exige a imediata exoneração do atual diretor-geral e uma ruptura radical com parcerias que comprometem a soberania do Brasil.


