O Exército da República Popular da China denunciou, nesta terça-feira (27), as Filipinas por agravar tensões no mar do Sul da China ao promover patrulhas conjuntas com os Estados Unidos em áreas disputadas. A declaração foi divulgada em comunicado do Teatro de Operações Sul do Exército de Libertação Popular, assinado pelo coronel Tian Junli.
De acordo com o porta-voz, as manobras ocorreram nos dias 25 e 26 de janeiro e envolveram o que ele definiu como participação de “países alheios à região”, prática classificada por Pequim como provocadora. O comunicado afirma que a China adotará as medidas que julgar necessárias para defender soberania territorial e interesses marítimos.
O posicionamento veio após as Forças Armadas filipinas e o Comando Indo-Pacífico dos EUA confirmarem uma navegação conjunta na área do recife de Scarborough, Huangyan para a China e Bajo de Masinloc para as Filipinas. O governo filipino alega que a área integra sua zona econômica exclusiva, enquanto os EUA alegam que a operação respeita o direito internacional e estaria ligada à “liberdade de navegação”.
O mar do Sul da China é alvo da atuação do imperialismo, que busca roubar do gigante asiático rotas comerciais, recursos naturais e, mais importante, território. A região já foi objeto de decisão da Corte Permanente de Arbitragem de Haia em 2016, favorável às Filipinas em parte do litígio, decisão rejeitada pela China. Desde 2022, com Ferdinand Marcos Jr. na presidência filipina, a cooperação militar com os EUA aumentou em paralelo ao crescimento dos atritos com Pequim.


