O governo da China condenou o processo movido pelos Estados Unidos contra o presidente venezuelano Nicolás Maduro, classificando a ação como violação grave da soberania da Venezuela e do direito internacional. A declaração foi feita pela porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, em nome do governo chinês.
Segundo Mao, nenhum país tem o direito de impor sua legislação interna a outro Estado soberano. A porta-voz afirmou que os EUA utilizam acusações de motivação política como pretexto para exercer poder judicial contra um chefe de Estado, e exigiu a libertação imediata de Maduro e da primeira combatente, Cilia Flores, além de garantias para a integridade do casal.
As declarações foram divulgadas após Maduro comparecer ao Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova Iorque, onde se declarou inocente das acusações de narcóticos atribuídas ao governo Donald Trump. “Não sou culpado. Sou um homem decente. Sou o presidente do meu país”, afirmou Maduro, acrescentando que é um prisioneiro de guerra. Cilia Flores também se declarou inocente.
O chanceler chinês Wang Yi denunciou a conduta dos EUA e advertiu contra tentativas de um único país se colocar como “policial global” e juiz internacional. O governo chinês reiterou que mantém o compromisso com soberania, legalidade e autodeterminação.
A China também reafirmou que a Parceria Estratégica para Todas as Condições entre China e Venezuela permanece inalterada, e que a cooperação bilateral seguirá, apesar de pressões externas. O posicionamento chinês ocorre após a agressão militar de 3 de janeiro, quando os Estados Unidos sequestraram Maduro e Cilia Flores e assassinaram dezenas de pessoas, incluindo civis e militares.





