Partido da Causa Operária

Chega ao fim a 54ª edição da Universidade de Férias

Participantes destacam recorde de público, aulas introdutórias sobre O Capital e convivência socialista em edição histórica do PCO

O 15º e último dia da 54ª Universidade de Férias do Partido da Causa Operária (PCO), na Estância Primavera, foi marcado pelo encerramento emocionado de uma edição que ficará na memória como uma das mais expressivas da história do Partido. Com o curso sobre O Capital de Karl Marx concluído na véspera pelo presidente nacional do PCO, Rui Costa Pimenta, os participantes aproveitaram a última aula só para tirar dúvidas, durante o dia, e um sarau e uma festa com músicas da banda Revolução Permanente durante a noite.

A edição iniciou no dia 10 de janeiro. No dia seguinte, ocorreu o ato nacional em defesa da Venezuela, realizado em São Paulo, que se destacou pelo maior público já registrado em uma Universidade de Férias. Rostos novos de diversas regiões do País, de João Pessoa, a Porto Alegre, ao Mato Grosso do Sul, de onde vieram índios guarani-caiouá e cadiuéu, estudantes, trabalhadores e militantes experientes lotaram o acampamento. As aulas diárias de Rui Costa Pimenta ofereceram uma introdução rigorosa e acessível à principal obra de Marx, com explicações claras sobre conceitos complexos como a dialética presente em todo o raciocínio de O Capital. Os grupos de discussão permitiram aprofundar o conteúdo, esclarecer dúvidas e trocar experiências, enquanto o lazer, por meio de torneio de xadrez, futebol inter-regional, RPG, piscina, gincana e jogos de mesa, fortaleceu a convivência e o espírito coletivo.

Thiago Assad, 40 anos, presente desde o primeiro dia, resumiu o impacto: “eu achei muito legal ver que ela expressa bem o crescimento do Partido. Na medida que a gente vê pessoas que têm muitos rostos novos participando em dias alternados, tudo. Mas acho que esse aqui foi um dos maiores públicos que a gente já teve. É uma coisa que eu acho muito interessante, mostra tanto o interesse pelo marxismo, pela obra magna do marxismo, que é o Capital, mas também o aumento da influência do PCO”. Ele destacou ainda como as aulas de Rui Costa Pimenta esclarecem “coisas muito complexas de uma forma bastante simples” e como o objetivo de preparar uma vanguarda militante foi atingido, visível nas discussões em mesas, refeições e momentos de lazer.

Angelina Dias, 69 anos, que participa de todas as edições de janeiro e julho e estava em sua segunda vez no local, expressou a emoção típica do fim: “quando chega o fim eu fico triste, porque aí só é julho agora. E eu fico torcendo para eu estar viva na próxima para estar aqui”. Ela elogiou a combinação de formação e convivência: “eu gosto muito da Universidade de Férias porque são várias atividades, tem a aula do Rui que é muito importante e tem o fator convivência. A convivência é muito boa, conhece pessoas, por exemplo, hoje chegou uma dos Estados Unidos. Eu queria muito conhecê-la, então eu fico muito feliz com essa convivência, encontrar militância”. Sobre as aulas, disse: “foi uma oportunidade para eu assistir ao vivo e a cores. Mesmo porque depois que foi bloqueado o nosso canal a gente tem dificuldade de encontrar. Prefiro ver ao vivo e a cores, fazer perguntas. Participei dos grupos de discussão, que a gente aprende, discute aquilo que foi dado na aula”, fazendo referência ao bloqueio das redes sociais do PCO durante a campanha eleitoral por pedido do Ministro Alexandre de Moraes na ocasião do Inquérito das “Fake News”.

Sofia, 22 anos, de João Pessoa, que chegou no primeiro dia, avaliou positivamente o ciclo: “achei tranquilo, o ambiente é bom. Tive boa convivência com muita gente”. Sobre as aulas: “as aulas são mais uma introdução ao Capital. O meu curso, que é Serviço Social, a base dele é marxismo. Eu já vi esses conceitos. Mas eu achei as aulas uma ótima introdução ao marxismo”. Sobre os grupos de discussão, disse sentir que o aprendizado “vai contribuir” para sua militância na Paraíba: “foi um ciclo que se fechou, mas já estou sentindo saudade”, afirmou.

Júlia, 34 anos, que chegou na segunda-feira após o ato, destacou a integração: “me chamou a atenção a integração de todo mundo. É muito gostoso estar com as pessoas que a gente às vezes só conhece de nome, só conhece por falar por telefone. Esse ambiente de repartir as coisas, de ter momentos de lazer, também momentos de estudo junto, trocando conhecimento”. Sobre o curso: “eu achei muito boas [as aulas]. Pena que daria para ser um mês. A vontade é que fosse de um mês as aulas, para absorver mais. As aulas em si foram super proveitosas. É um curso que eu vou querer rever depois, estudar mais minuciosamente”. Ela participou pouco dos grupos por ter chegado depois, mas valorizou a troca: “um ajudando o outro, foi bom pra gente revisitar algumas informações”. Atuou na banca da Loja Robespierre e aproveitou a piscina: “tive a honra e o prazer de nadar na piscina. Infelizmente só um dia, gostaria de ter aproveitado mais”.

Flávio Pascarelli, 21 anos, que chegou no dia 11, não escondeu a tristeza: “tristeza. É tão legal aqui”. Ele participou de tudo: “dei participação de todas. Futebol, RPG, tentei jogar e fazer tudo”. O que mais gostou: “RPG, eu matei uma escada e tal”. Sobre as aulas: “aprendi, aprendi sim. Foi muito educativo e me deu muita vontade de ler O Capital. Bem cauteloso para estudar mesmo, não uma leitura rápida. Mas para aprender, me deu muita vontade com essa base que ganhei aqui no curso da Universidade Marxista de férias”. Os grupos de discussão foram “essenciais” e “maravilhosos”. Ele elogiou ainda o Jacobinos: “eu sou o maior cliente do Jacobinos”, e a Loja Robespierre, onde comprou produtos da banda Revolução Permanente.

A infraestrutura, convivência socialista, participantes na cozinha, servindo refeições bem servidas, e na organização, permitiu preços baixos e reforçou o caráter proletário do evento. A Loja Robespierre estreou coleção nova e atraiu contatos, enquanto o Jacobinos virou ponto de encontro dos acampados.

A 54ª edição promoveu a formação de quadros revolucionários, refutou ilusões reformistas sobre o Estado e ampliou a influência do PCO por todo o Brasil. Participantes levam para suas regiões – índios do Mato Grosso do Sul, estudantes do Nordeste, trabalhadores de São Paulo – ferramentas teóricas para a luta política. O balanço é claro: o Partido cresce, a vanguarda se prepara e a próxima edição, em julho, já é aguardada com ansiedade.

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