O chefe de gabinete do primeiro-ministro do Reino Unido, Morgan McSweeney, renunciou formalmente neste domingo (8) devido às revelações devastadoras dos Arquivos Epstein de 2025. McSweeney assumiu a responsabilidade direta por aconselhar Keir Starmer a nomear Lorde Peter Mandelson como embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos, uma decisão que agora é vista como um erro político catastrófico.
A queda de McSweeney foi precipitada pela publicação de um vasto acervo de documentos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos em 30 de janeiro, sob a Lei de Transparência dos Arquivos Epstein de 2025. Diferente de vazamentos anteriores, esses arquivos detalham agendas específicas e registros de voos que colocam Mandelson em reuniões com Jeffrey Epstein em datas que contradizem declarações públicas anteriores.
Mandelson, que já havia sido demitido do posto diplomático em setembro sob pressão inicial, renunciou também à Câmara dos Lordes após a confirmação de que seus laços com o financista condenado eram “substanciais e contínuos”.
Em comunicado, McSweeney declarou:
“Após uma reflexão cuidadosa, decidi renunciar. A decisão de nomear Peter Mandelson foi errada. Ele prejudicou nosso partido, nosso país e a própria confiança na política. Eu aconselhei o primeiro-ministro a fazer essa nomeação e assumo total responsabilidade por esse conselho.”
Keir Starmer, visivelmente desgastado pelas constantes crises de gabinete, agradeceu a McSweeney por seu serviço, afirmando que o Partido Trabalhista tem uma “dívida de gratidão” com ele pela vitória eleitoral, mas evitou mencionar o nome de Mandelson diretamente. Recentemente, Starmer chegou a pedir desculpas formais às vítimas de Epstein pelo “julgamento falho” ao tentar reabilitar Mandelson no cenário internacional.
A líder do Partido Conservador, Kemi Badenoch, afirmou que a renúncia de McSweeney é apenas uma “cortina de fumaça” para proteger Starmer, insistindo que o primeiro-ministro deve assumir a responsabilidade final.
O corresponte especial russo da emissora Russia Today, Kirill Dmitriev, publicou no X que o “navio de Starmer está sendo rapidamente abandonado”, classificando-o como o líder mais impopular da história britânica recente devido ao seu envolvimento em conflitos externos e crises internas.
Com a saída de McSweeney, fontes internas indicam que Starmer deve nomear um “tecnocrata de carreira” para estabilizar o governo. O nome mais cotado para assumir interinamente é o de Vidhyathri “Vidya” Alakeson, atual vice-chefe de gabinete, conhecida por seu perfil discreto, buscando afastar o governo da imagem de “politicagem de bastidores” que marcou a era McSweeney-Mandelson.





