Formação política

Caravana de índios marcam presença na 54ª Universidade de Férias

Oito índios de Mato Grosso do Sul, das etnias guarani-caiouá e cadivéu, foram ao acampamento para formação política marxista

Oito índios participam da 54ª Universidade de Férias do Partido da Causa Operária (PCO) e da Aliança da Juventude Revolucionária (AJR), realizada em Sorocaba (SP). Oriundos do Mato Grosso do Sul seis dos índios são guarani-caiouá e dois são índios cadivéu. Eles enfrentaram desafios logísticos e financeiros, organizaram campanhas de arrecadação no território e garantiram suas passagens e sua participação, mostrando determinação em levar a formação revolucionária para suas comunidades.

José Machado, guarani-caiouá de 31 anos, da aldeia de Amambaí, chegou ao acampamento no dia 17. Ele veio separado, acompanhado da filha e de um jovem da mesma aldeia, após cumprir compromissos anteriores. Sobre o espaço, ele elogia a acolhida: o local permite leitura tranquila, tem piscina para refrescar nos dias quentes e diz que a alimentação “está nota 10”.

“Quando vi o tema sobre o capital, eu achei muito interessante porque embora nós que moramos em campo, nas aldeias, aí onde falta ainda essa parte de formação política para nós, a reserva, então por esse motivo eu resolvi vir participar, aprender, somar, contribuir durante o curso”, conta.

Ele participou do grupo de estudos e gostou da dinâmica, interagindo e ajudando o grupo a responder as perguntas, mesmo com algumas dúvidas sanadas depois por Rui Costa Pimenta. Para José, essa formação é essencial para a luta dos direitos dos índios: “tem tudo a ver com a nossa convivência, com a nossa luta né, embora Mato Grosso do Sul ele é um estado muito assim, deixa a comunidade e os povos indígenas de lado né, e esse curso veio com que nós enxerguem de outra maneira o sistema, e para nós manter a nossa resistência conforme vamos aprendendo aqui no curso”.

Daniel Leme, guarani-caiouá de 47 anos, destaca a importância da formação para militantes. Ele participou do ato na Avenida Paulista em defesa da Venezuela antes de seguir para o acampamento.

“Acho assim de suma importância para uma pessoa militante que através dessa formação a gente agrega mais a nossa bagagem para militar mais da melhor maneira possível”, afirma.

Sobre o espaço, Daniel valoriza o ambiente livre, em ar livre, ideal para o estudo profundo, sem a correria das universidades tradicionais. A alimentação surpreende pela variedade e qualidade. Ele já leu o Manifesto Comunista, mas ressalta a diferença de ouvir a análise d’O Capital diretamente com Rui Costa Pimenta: “É muito diferente você ouvir de uma pessoa que é marxista falando sobre a obra de O Capital”. O grupo de discussão foi produtivo, permitindo ouvir visões diversas e chegar a consensos.

Luiz Fernando, cadiuéu de 42 anos, veio com mais um companheiro, em caravana de Campo Grande. É sua primeira vez no evento e ele se declara impressionado: “espaço muito excelente, fomos bem acolhidos, um espaço muito bacana mesmo”. Aproveitou a piscina, jogos como pingue-pongue e caminhadas, interagindo com outros participantes.

Para Luiz, a formação é fundamental: “esse curso não tem dentre os povos indígenas, não tem em outras situações, em outras ocasiões, assim, em todos os parâmetros da política partidária e não partidária também”. Ele já orienta seu povo sobre capitalismo, imperialismo e proletariado graças às aulas.

Essa formação é muito importante para que nós possamos saber do que está acontecendo hoje no mundo atual da política”, diz, afirmando que contribui diretamente para a luta dos índios. “Essa luta é uma instrução, um instrumento de ferramenta que vai servir de base para a nossa era política agora”.

Apesar das dificuldades de recursos no Mato Grosso do Sul, cujo governo atua sistematicamente contra os direitos dos índios, a participação mostra o valor que dão à formação marxista para avançar na compreensão do modo de produção capitalista e na luta revolucionária contra ele. A Universidade de Férias segue até 25 de janeiro, com mais atividades pela frente. Os índios ainda buscam arrecadar fundos para trazer mais integrantes das aldeias e depois para o retorno dos que vieram. Contribua com a campanha através da chave PIX universidademarxista@pm.me. Dúvidas ou informações entre em contato pelo número (11) 99741-0436.

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