Enquanto o Líbano enfrenta uma agressão bárbara e todo o Oriente Médio é agredido pelas bombas atirados pelos Estados Unidos e por “Israel”, o presidente libanês, Joseph Aoun, assume abertamente o papel de porta-voz dos interesses do sionismo. Em declarações recentes no Palácio de Baabda e na sede do Patriarcado em Bkerke, Aoun traçou uma “linha vermelha” que não visa deter a invasão israelense, mas sim estrangular a Resistência Libanesa. Sua retórica de “estabilidade interna” é, na verdade, a senha para a capitulação e a perseguição àqueles que efetivamente defendem o território nacional.
O argumento de Aoun de que a paz doméstica é a prioridade máxima e que qualquer “distúrbio” serve a Israel é um exercício de cinismo político. Na prática, o presidente inverte a realidade: para ele, o perigo não são os caças F-35 que bombardeiam vilarejos no sul, mas sim a organização popular armada que impede o avanço terrestre sionista.
Ao declarar a “exclusividade das armas” nas mãos do Estado (o Exército Libanês), Aoun não está fortalecendo a soberania nacional, mas sim propondo o desarmamento unilateral da população. Em um país onde o exército oficial historicamente não possui meios para enfrentar o Estado de “Israel”, retirar as armas da Resistência — o Hesbolá e seus aliados — significa entregar o Líbano de bandeja para a ocupação. Aoun quer transformar o país em uma grande “Zona B” da Cisjordânia, onde a polícia local serve apenas para reprimir o próprio povo enquanto o ocupante faz o que quer.
A natureza colaboracionista de Joseph Aoun fica explícita em sua agenda de reuniões. Enquanto o povo libanês conta seus mortos, o presidente recebe em Baabda o Almirante Edward Ahlgren, conselheiro de defesa do Reino Unido para o Oriente Médio, e o embaixador britânico.
É uma cena grotesca: o chefe de Estado de um país sob ataque se aconselha com os arquitetos militares do sionismo. Aoun alega que a guerra “poderia ter sido evitada” se “Israel” tivesse honrado o cessar-fogo de 2024. É ridículo. Ao apostar em uma “diplomacia” que ele mesmo chama de “essencial para parar a guerra absurda”, Aoun ignora que não há negociação possível com quem busca a aniquilação do seu povo. Sua diplomacia é, em última instância, a diplomacia da rendição.
Para selar seu compromisso com a coalizão agressora, Aoun utilizou suas declarações de Páscoa para hostilizar abertamente a República Islâmica do Irã — único país que fornece apoio material real à defesa libanesa. Ao desmerecer o embaixador iraniano e enfatizar a “não interferência”, Aoun envia um sinal claro: ele está pronto para isolar o Líbano de seus aliados naturais em troca de migalhas do imperialismo.
Joseph Aoun opera como o cão de guarda do sionismo dentro das instituições libanesas. Enquanto a Resistência e o Corpo de Guarda da Revolução Islâmica (CGRI) desferem golpes impactantes contra as forças de ocupação (como a recente onda 98 da Operação Promessa Verdadeira), Aoun se preocupa em policiar as redes sociais e os meios de comunicação que denunciam sua omissão.





