O governo libanês anunciou, na terça-feira (24), a retirada do reconhecimento diplomático do embaixador iraniano nomeado para Beirute, Mohammad Reza Sheibani, e o declarou persona non grata, determinando sua saída do território libanês até o próximo domingo (29). A medida foi tomada em plena guerra com “Israel”, que segue ocupando partes do território do Líbano e realizando, desde o início de março, uma ofensiva que já matou mais de mil civis libaneses e expulsou centenas de milhares de pessoas de suas casas.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores e Emigrantes do Líbano, o encarregado de negócios do Irã no país, Tawfiq Samadi Khoshkho, foi convocado e informado da decisão pelo secretário-geral da pasta, embaixador Abdel Sattar Issa. O chanceler libanês, Yousseff Rajji, confirmou a medida em publicação na rede X.
“Hoje pedi ao secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores e Emigrantes que convocasse o encarregado de negócios iraniano no Líbano para informá-lo da decisão de retirar a aprovação da acreditação do embaixador iraniano nomeado, Mohammad Reza Sheibani, e declará-lo persona non grata, obrigando-o a deixar o território libanês até 29 de março de 2026”, declarou Rajji.
De acordo com a própria chancelaria libanesa, o governo do país também convocou seu embaixador no Irã, Ahmad Suwaidan, para consultas. O ministério alegou que a decisão foi tomada em resposta ao que descreveu como uma violação das normas e protocolos diplomáticos entre os dois países.
A decisão do governo libanês ocorre justamente quando o Irã vinha reafirmando seu apoio ao Líbano diante da agressão sionista. Também na terça-feira, o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI) do Irã advertiu que passará a atacar posições israelenses no norte da Palestina ocupada, próximo à fronteira libanesa, bem como áreas próximas a Gaza, caso prossigam os crimes do regime sionista contra civis no Líbano e na Palestina.
Enquanto “Israel” intensifica seus ataques contra o povo libanês e mantém a ocupação de parte do país, o governo de Beirute escolheu abrir uma crise com o Irã, justamente a principal força que se coloca em defesa do Líbano diante da agressão sionista e norte-americana.





