O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, anunciou nesta quinta-feira (12) um plano de 35 bilhões de dólares canadenses, o equivalente a cerca de US$25,7 bilhões, para ampliar a presença militar do país no Ártico. O projeto prevê a instalação e modernização de estruturas militares em comunidades do extremo norte, como Yellowknife, Inuvik e Iqaluit, além de outros pontos da região.
Segundo Carney, os recursos serão destinados à criação de “locais avançados de operação”, com obras em aeródromos militares e construção de hangares, depósitos de munição, instalações de combustível e outras estruturas de apoio. O objetivo declarado é permitir que as Forças Armadas canadenses se desloquem com rapidez e mantenham capacidade de resposta durante todo o ano.
O governo canadense também afirmou que a nova infraestrutura deverá reduzir a dependência do país em relação a outros integrantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) para projetar força militar no extremo norte.
O anúncio foi feito em meio ao aumento da presença da OTAN no Ártico nos últimos anos. A aliança militar tem ampliado sua atuação na região sob a alegação de uma suposta ameaça russa. O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, afirmou anteriormente que os países-membros estão “trabalhando juntos” no Ártico para “defender esta parte do território da OTAN”.
A Rússia reagiu às movimentações do bloco militar. No início deste mês, o embaixador russo na Noruega, Nikolay Korchunov, afirmou que a OTAN vive uma “febre de confrontação” na região e declarou que o bloco estaria considerando um bloqueio naval parcial ou total contra a Rússia.
Em março do ano passado, o presidente russo Vladimir Putin já havia manifestado preocupação com o fato de os países da OTAN passarem a tratar o extremo norte como uma área de preparação para possíveis conflitos. Na ocasião, afirmou que a Rússia possui mais da metade de toda a costa do Ártico e que responderá ao fortalecimento militar da aliança na região.
Putin também declarou que a Rússia nunca ameaçou ninguém no Ártico, mas acrescentou que o país não aceitará violações de sua soberania e protegerá seus interesses nacionais no extremo norte.




