Servidores municipais de Belém (PA) das áreas de Saúde, Educação e Assistência Social realizaram na quarta-feira (11) um ato unificado em frente ao Palácio Antônio Lemos, sede da Prefeitura. A mobilização ocorreu no 24º dia de greve e teve como principal cobrança a abertura de diálogo direto com o prefeito Igor Normando (MDB).
Com cartazes e falas em carro de som, os trabalhadores interditaram a Avenida Portugal e pediram a realização de uma reunião ainda nesta semana, antes do Carnaval. As categorias exigem a revogação da Lei nº 10.266/2026, aprovada no fim de 2025, que alterou regras do estatuto do funcionalismo.
Representantes sindicais afirmaram que o formato unificado busca aumentar a pressão sobre a gestão municipal. Ribamar Santos, coordenador do Sindsaúde, declarou que a unificação expressa a insatisfação com a aprovação da lei sem negociação com as categorias.
Segundo sindicatos, houve proposta de agendamento separado por área, rejeitada pelas entidades. O Sintepp informou que a orientação é discutir as exigências de modo conjunto, envolvendo todos os setores em greve.
Na Assistência Social, dirigentes relataram falta de estrutura, ausência de materiais e equipes reduzidas nas unidades. O Sintsuas afirmou que não há avanço nas conversas com a Prefeitura desde 2025.
A greve na Educação e na Assistência Social começou em 19 de janeiro. Na Saúde, a adesão ocorreu em 5 de fevereiro.


