A Russian Today (RT) publicou nesta terça-feira (6) uma matéria onde um colunista do The Guardian, Owen Jones, compartilhou um memorando vazado em que a emissora britânica BBC instrui seus funcionários a evitarem descrever o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos EUA como um “sequestro” e a usarem alternativas menos carregadas, como “apreendido”.
Segundo a RT, a direção da BBC agora “proíbe de fato… os jornalistas de afirmarem que os EUA ‘sequestraram'” Maduro, sendo os termos aceitáveis “apreendido” e “capturado”. Em sua publicação, Jones chamou “apreendido” de “na melhor das hipóteses, um eufemismo”, classificando a política como “coisa orwelliana” e lembrando que o próprio presidente dos EUA, Donald Trump, reconheceu que “sequestrado” “não é um termo ruim”.
“Jornalistas da BBC foram proibidos de descrever o líder venezuelano sequestrado como tendo sido sequestrado”, escreveu Owen Jones em sua conta no X. Esse tipo de censura mostra claramente que o Reino Unido neste momento é uma completa ditadura. Visto várias outras denúncias de prisão e perseguição de pessoas comuns simplesmente por fazer postagens nas redes em defesa da Palestina, por exemplo.
No Brasil, a condição dos grandes meios de comunicação ligados ao imperialismo parecem seguir a mesma instrução. A Rede Globo, como não poderia deixar de ser, usa em suas manchetes exclusivamente a palavra “capturado” seguida fielmente pelo adjetivo “ditador” Nicolás Maduro, em toda e qualquer reportagem sobre o assunto.
Ultimamente, temos acompanhado uma gigantesca campanha da imprensa burguesa no Brasil na tentativa de controle absoluto do governo sobre as redes sociais e as plataformas de comunicação via internet. O objetivo dessa ação nada mais é que o monopólio da informação. Monopólio este que leva a esse tipo de desinformação. Se depender dessa imprensa golpista, em relação ao caso Maduro, a palavra “sequestrado” jamais aparecerá.
Ainda assim, vemos setores ditos de esquerda mergulhar de cabeça no que acreditam ser o “combate às fake news” tentando de todas as formas censurar e proibir o que as pessoas e meios de comunicação independentes publicam na Internet, dando aval para que grandes jornalões possam manipular e serem os donos da verdade.
Por fim, essa política de “censura do bem” que está sendo levada adiante pela esquerda pequeno burguesa, irá desaguar em uma censura generalizada. E quando julgar necessário denunciar ou mostrar a verdade em relação aos crimes das grandes potências, o cidadão será cancelado, multado ou até mesmo preso a mando do próprio imperialismo.





