Dados divulgados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) sobre as Demonstrações Financeiras do 4º trimestre de 2025 do Banco do Brasil não deixam dúvida de que a atual direção do banco está totalmente na contramão dos interesses dos trabalhadores e da população.
Segundo os dados, no final de 2025 o BB contava com 85.206 funcionários, com o fechamento de 1.368 postos de trabalho em 12 meses, sendo 596 somente no último trimestre desse mesmo ano. Em 2025, foram fechadas 44 agências bancárias e 143 postos de atendimento.
O Banco do Brasil, como banco público, ou seja, que tem uma função social com a finalidade de servir toda a população, atualmente tem sua direção seguindo rigidamente a mesma cartilha dos bancos privados, que têm como foco principal o lucro a qualquer preço e utilizam como justificativa — aí incluído o Banco do Brasil — a desculpa esfarrapada da tal digitalização do setor financeiro, segundo a qual teria sido reduzida a necessidade de ida dos consumidores às agências.
Essa “justificativa” dos banqueiros não tem base na realidade brasileira. Basta ir às agências bancárias das periferias das grandes cidades ou mesmo às pequenas cidades dos milhares de municípios pelo País afora para verificar as agências lotadas e as gigantescas filas que se formam por falta de pessoal nas dependências bancárias. O número de clientes atendidos pelos bancários mais que dobrou. Conforme dados também do Dieese, em 2018 eram 701 clientes atendidos por cada bancário, passando para 1.753 em 2025.
Os números de extinção definitiva de postos de trabalho do BB são assustadores. No final de 2018, o Banco do Brasil contava com 96.889 funcionários e, até o final de 2025, conforme os dados acima, contava com 85.206, o que levou à demissão de 11.683 trabalhadores bancários do BB nos últimos 3 anos. Um verdadeiro absurdo.
O Banco do Brasil está sendo alvo de uma política que vai em sentido totalmente contrário aos interesses dos trabalhadores e de toda a população, cujo fundamento principal é expropriar esses setores para salvar os interesses de meia dúzia de capitalistas, banqueiros nacionais e internacionais e especuladores financeiros.
É preciso organizar, imediatamente, uma campanha vigorosa contra as demissões, numa perspectiva de luta unitária e conjunta de todos os bancários com as demais categorias de trabalhadores. É fundamental criar comitês de luta em todos os locais de trabalho para mobilizar uma gigantesca resistência contra a ofensiva reacionária dos banqueiros, que vêm, sistematicamente, lucrando às custas da miséria dos trabalhadores e de toda a população.





