Aconteceu, no último dia 6 de agosto, mais uma rodada de negociação, desta vez em mesa específica, entre a direção do Banco do Brasil e a Comissão de Empregados dos Funcionários do (CEBB), resultando em mais uma negativa dos patrões às reivindicações econômicas dos seus trabalhadores.
Em mais uma dessas intermináveis mesas de “negociações” (na verdade, de enrolações) entre os banqueiros do Banco do Brasil e os representantes dos funcionários do BB, para discutir as pautas econômicas — que, vamos falar sério, já são ultrarrebaixadas (INPC + 5% de “aumento real”) —, a direção do Banco do Brasil transformou a reunião num espetáculo circense, querendo fazer dos seus trabalhadores verdadeiros palhaços. Uma atitude ridícula, típica dos piores salafrários que fazem parte desse meio da Faria Lima.
Imitando o pior estilo do lavajatista golpista Dallagnol e seu ridículo PowerPoint na tentativa de incriminar e perseguir politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a direção do banco, utilizando o mesmo método, tenta justificar aos trabalhadores que o “aumento” de 5% nos salários dos seus funcionários levaria o banco à falência.
Para Gustavo Tabatinga, representante da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) na CEBB, “fomos submetidos a uma apresentação, no estilo PowerPoint, por meio da qual os negociadores do BB fizeram cálculos para tentar nos convencer de que a aplicação das nossas reivindicações aumentaria tanto os custos com os trabalhadores que o banco seria obrigado a fechar as portas”. (Site Contraf-CUT, 11/08/2026)
Os banqueiros tratam os trabalhadores como se fossem verdadeiros idiotas. Todo mundo sabe que, no balanço financeiro dos maiores bancos em solo brasileiro, logicamente incluindo o Banco do Brasil, apenas as receitas de tarifas cobradas pelos bancos cobrem as despesas e ainda sobra muita grana.
Valores consolidados do ano passado mostram que o Banco do Brasil obteve, apenas com receitas de tarifas, o valor de R$ 34,813 bilhões e desembolsou, com despesas de pessoal, incluindo encargos, benefícios e PLR (Participação nos Lucros), o valor de R$ 22,527 bilhões. Ou seja, além de cobrir, apenas com receitas de tarifas, toda a folha de pagamento, ainda sobrou nada menos que a bagatela de R$ 6,286 bilhões.
Mais do que evidente que, como acontece em todas as campanhas salariais da categoria bancária, os banqueiros se utilizam de todos os métodos no sentido de tentar impor mais arrocho salarial e deteriorar ainda mais as condições de vida dos trabalhadores, cujo objetivo é um só: aumentar os seus lucros à custa do suor e do sangue da classe trabalhadora.
É preciso dar um basta à ofensiva reacionária dos banqueiros. Para isso, é necessário organizar um forte movimento nacional unificado dos trabalhadores bancários e preparar um forte movimento grevista, paralisar o sistema financeiro em resposta aos ataques cotidianos dos patrões, até que as justas reivindicações dos bancários sejam atendidas.





