Ricardo Machado

É dirigente do Sindicato dos Bancários de Brasília e ex-dirigente da CUT-DF. Integra a Coordenação dos Comitês de Luta do DF e Membro do Partido da Causa Operária (PCO)

Coluna

Bancários DF: a necessidade de uma chapa de luta e classista

Nesse momento, o que se coloca para os bancários é preparar uma forte reação contra a ofensiva reacionária dos patrões

Entre os dias 9 e 13 de março será realizada a eleição para a escolha da nova diretoria do Sindicato dos Bancários de Brasília, quadriênio 2026/2029. O Núcleo de Bancários do Partido da Causa Operária, ou seja, a Corrente Sindical Nacional Causa Operária Bancários em Luta, que compõe a Chapa 1 – Responsabilidade e Compromisso –, conjuntamente com outros setores que se reivindicam do campo cutista, se lança, nesta eleição, como um instrumento de luta pelas reivindicações da categoria bancária, contra as péssimas condições de trabalho e de vida que atingem os trabalhadores bancários e como organização de combate, cujo um dos objetivos é levar, dentro do sindicato, uma política verdadeiramente classista e de luta.

Neste momento, o que se coloca para os bancários é preparar uma forte reação contra a ofensiva reacionária dos patrões, respondendo ao seu plano antioperário e imperialista com um programa de lutas que reafirme as reivindicações da categoria e expresse conscientemente os interesses dos bancários.

Para isso, a unidade contra os banqueiros sanguessugas e a direita golpista é fundamental no próximo período. Trata-se de colocar os interesses gerais dos trabalhadores acima das disputas sindicais e dos interesses de grupos.

Ao longo dos últimos anos, a direita já deu mostras (golpe de Estado, governos Temer e Bolsonaro, Operação Vaza Jato, prisão do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva etc.) de que está disposta até mesmo a apoiar chapas e candidatos que se dizem de esquerda, mas que apostam na divisão dos trabalhadores, tão a gosto dos patrões.

Para que essa unidade classista seja consequente, é imprescindível que a frente que compõe a Chapa 1 tenha um programa verdadeiramente de luta e, nesse sentido, a Corrente Bancários em Luta propõe os seguintes pontos centrais:

1) Estatização do sistema financeiro sob o controle dos trabalhadores

  • Fim do parasitismo dos banqueiros; colocar o sistema financeiro a serviço dos interesses da maioria da população, pobre e trabalhadora, pequenos proprietários etc.;
  • Cancelamento das privatizações realizadas;
  • Reestatização do Banco do Brasil (100% estatal) sob o controle dos trabalhadores;

2) Abaixo as demissões e a terceirização

  • Fim da terceirização de todas as atividades do sistema financeiro. A terceirização é uma forma jurídica e política encontrada pelos patrões para atacar, ao mesmo tempo, o valor da força de trabalho e a organização sindical dos trabalhadores, com vistas a diminuir ainda mais a sua capacidade de barganha. A grande tarefa do sindicato e de todos os sindicatos é unificar, sobre uma mesma base, os trabalhadores contratados e terceirizados, impedindo a divisão da categoria e o enfraquecimento da sua organização sindical de luta. É preciso fazer com que cada trabalhador compreenda que o rebaixamento dos terceirizados é um esquema patronal principalmente para atacar o trabalhador efetivo. Para isso, é preciso levantar como reivindicação que o contrato de trabalho dos trabalhadores concursados seja aplicado a todos os terceirizados. Os terceirizados devem ser encorajados a se filiar ao sindicato oficial, uma vez que seus sindicatos são, na maioria dos casos, inexistentes e meras fachadas burocráticas criadas pelos patrões. Impulsionar uma campanha nacional, com todos os sindicatos de luta, pelo fim da terceirização em escala nacional.

3) Não às demissões: reduzir a jornada para impedir as demissões e o fechamento de agências. Escala móvel das horas de trabalho

  • Fim das horas extras e imediata contratação de trabalhadores para dar conta da demanda existente;
  • O valor de cada hora extra diurna será de 250% sobre o valor da hora normal e será paga todo dia 20 de cada mês. A hora extra noturna será acrescida do adicional de hora extra (250%) mais o adicional noturno de 100%, cumulativamente.
  • As horas extras integrarão, pela sua média, a remuneração de férias, 13º salário, repouso semanal, aviso prévio e gratificação de férias.

4) Reposição das perdas salariais

  • Diante da inflação, escala móvel dos salários, com reajuste automático toda vez que a inflação acumular 3%;
  • Piso salarial de R$ 7.500 em todos os bancos;
  • Incorporação, nos salários dos trabalhadores, de toda a inflação de planos econômicos anteriores;
  • Isonomia salarial para todos os empregados;
  • Pagamento de adicionais de penosidade, periculosidade e insalubridade para os profissionais das áreas operacionais e administrativas que estejam expostos e/ou submetidos a condições penosas, perigosas e insalubres, no percentual de 40% sobre o salário;
  • Correção da defasagem, incorporação e equiparação do adicional (diferencial) de mercado, pelo seu maior valor, a todos os empregados, e de todas as gratificações de função aos trabalhadores;
  • Incorporação de todos os proventos, vantagens e benefícios no código salário dos trabalhadores, quando faltar ao menos cinco anos para se aposentar.

5) Controle da previdência pelos trabalhadores;

6) Desconhecimento da dívida interna e externa. Fora o imperialismo;

7) Por um governo das organizações operárias e camponesas e pelo socialismo.

* A opinião dos colunistas não reflete, necessariamente, a opinião deste Diário

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