América Latina

Assembleia Nacional da Venezuela de 2026-2031 é instalada

Sessão de inauguração foi marcada por discursos em defesa da Venezuela e denúncia da agressão norte-americana

A Assembleia Nacional da Venezuela instalou a nova composição eleita para o período legislativo constitucional de 2026-2031 e para as sessões ordinárias de 2026-2027 em meio à comoção provocada pelo ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela e pelo sequestro do presidente Nicolás Maduro Moros e de sua esposa, Cilia Flores.

Na sessão, o parlamento aprovou por ampla maioria o deputado Jorge Rodríguez como presidente da Junta Diretiva. Também foram indicados Pedro Infante como primeiro vice-presidente e a deputada Grecia Colmenares como segunda vice-presidente, eleitos por maioria expressiva sob palavras de ordem como “Viva a Pátria”, “Viva Bolívar” e “Viva o presidente Maduro”.

A instalação foi presidida pelo deputado de maior idade, Fernando Soto Rojas, que afirmou que o ato ocorre “nos tempos definidos pela Constituição da República Bolivariana da Venezuela e de acordo com as normas do regulamento interno da Assembleia Nacional”. Ao repudiar a agressão norte-americana, Soto Rojas declarou: “o país e o mundo atravessam uma situação especial, complexa e exigente”, marcada pelo sequestro do “presidente da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro Moros, por um ataque covarde dos EUA”.

Soto Rojas também convocou o povo venezuelano a enfrentar a situação “com unidade” e a assegurar direitos como vida, trabalho, cultura, educação, justiça social e igualdade. “Esperamos que Nicolás Maduro regresse vitorioso a Miraflores”, afirmou.

O deputado Nicolás Maduro Guerra declarou que “a verdade triunfará” e disse que, graças à luta do povo mobilizado dentro e fora do país, Maduro e Cilia Flores voltarão. “Não sequestram um homem, é uma estirpe histórica. Se eles são Monroe, nós somos Simón Bolívar”, afirmou. Maduro Guerra declarou ainda que Washington sequestrou um chefe de Estado e advertiu: “hoje é a Venezuela, mas amanhã pode ser agredida qualquer nação que não se deixe submeter”.

Ao mencionar a ofensiva política dos imperialistas, Maduro Guerra afirmou que tentarão impor “uma guerra do relato”, distorcendo os fatos para desmoralizar os povos que decidem ser livres. Ele também declarou apoio à presidenta encarregada Delcy Rodríguez, convocou “mobilização permanente em defesa do projeto bolivariano” e defendeu que o país siga “transitando o caminho da paz com relações internacionais equilibradas”, afirmando: “pedimos que nos deixem em paz para construir nossas nações independentes, que a economia cresça e o povo se desenvolva em paz”.

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