Guerra no Oriente Próximo

Após negociar consigo mesmo, Trump anuncia nova capitulação

Presidente afirmou que não bombardearia a infraestrutura de energia iraniana por 10 dias

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou através de sua plataforma Truth Social a prorrogação da trégua unilateral de ataques contra a infraestrutura de energia e usinas elétricas do Irã. O novo prazo prevê um período de dez dias sem novas investidas.

A medida estabelece um cronograma fixo que expira às 20h, no horário da costa leste norte-americana, do dia 6 de abril de 2026. Segundo o comunicado da Casa Branca (sede do governo norte-americano), a decisão teria partido de um pedido direto do governo iraniano para facilitar o andamento de negociações diplomáticas que, de acordo Trump, apresentam “progressos significativos”. A República Islâmica do Irã, no entanto, negou veementemente a existência de qualquer negociação em curso.

“Conforme solicitado pelo governo iraniano, que esta declaração sirva para informar que estou interrompendo o período de destruição de usinas de energia por 10 dias, até segunda-feira, 6 de abril de 2026, às 20h, horário do Leste.”

As condições estabelecidas por Trump para a manutenção da trégua e a eventual formalização de um acordo de cessar-fogo incluem a entrega total do estoque de urânio enriquecido do Irã e garantias para a reabertura imediata do tráfego comercial no Estreito de Ormuz — medidas inconciliáveis com as condições apresentadas pela República Islâmica.

Fontes iranianas consultadas pela emissora libanesa Al Mayadeen classificam o prazo de dez dias estabelecido por Trump como uma manobra tática e uma tentativa de pressão psicológica. O comando militar iraniano informou que o país mantém seus esforços voltados para a prontidão de uma guerra em larga escala, focando na contenção de ataques surpresa e na manutenção de suas capacidades de retaliação.

Enquanto Trump seguia com suas bravatas, o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (CGRI) anunciou a execução da 83ª onda da Operação Promessa Verdadeira 4, realizando ataques coordenados com mísseis e veículos aéreos não tripulados (VANTs) contra alvos militares e de infraestrutura em “Israel” e em bases dos Estados Unidos na região. O comunicado oficial das forças iranianas confirmou que a ofensiva atingiu instalações de armazenamento de petróleo e posições militares em Asdod, além de unidades do exército israelense posicionadas no assentamento de Madaiin. Segundo o CGRI, a operação foi considerada um sucesso técnico, utilizando mísseis de precisão de médio e longo alcance com ogivas múltiplas.

Os ataques também se estenderam a diversas instalações militares dos Estados Unidos no Golfo, incluindo as bases de Al Dhafra, Al-Udeid e o centro de intercâmbio de inteligência militar norte-americano na região. No Cuaite, a base de Ali Al-Salem teve hangares de manutenção de aviões de transporte e VANTs atingidos, enquanto a base de Sheikh Isa registrou danos em instalações do sistema de defesa Patriot.

O porta-voz das forças armadas do Irã, Abolfazl Shekarchi, afirmou em rede nacional que as bases dos Estados Unidos sofreram danos estruturais significativos, forçando a dispersão de tropas para locais improvisados e reduzindo a eficácia operacional do comando central na região.

Simultaneamente à 82ª onda, ocorrida poucas horas antes, mísseis atingiram áreas estratégicas no centro da Palestina Ocupada, provocando o acionamento de 255 sirenes de alerta em Telavive, Netanya e arredores. Registros confirmaram impactos nas proximidades da estação central de trem de Telavive e em instalações vinculadas à infraestrutura nuclear na região sul do Mar Morto. No Porto de Haifa, a ofensiva por VANTs focou em estaleiros de manutenção de embarcações militares e reservatórios de combustível. O comando militar iraniano descreveu a data como um “dia de fogo pesado”, ressaltando que as operações mantêm a capacidade de saturação das defesas aéreas adversárias, atingindo centros de comando e controle em diversas frentes coordenadas com o Eixo da Resistência.

O governo do Irã também intensificou as advertências diplomáticas e militares contra os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita, sinalizando uma possível expansão das retaliações. O país prepara uma resposta contra os Emirados Árabes Unidos devido ao que descreve como um papel ativo no apoio logístico e operacional aos Estados Unidos e “Israel”. O território emirático tem sido utilizado para o lançamento de operações contra as costas iranianas, além de fornecer acesso a bases aéreas e infraestrutura de Inteligência Artificial para o aprimoramento do banco de dados de alvos da coalizão liderada pelos Estados Unidos.

A Resistência Islâmica no Líbano, liderada pelo Hesbolá, registrou um recorde de 94 operações militares em um período de 24 horas contra as forças terrestres israelenses no sul do Líbano, concentrando os combates nas localidades de Khiam, Qantara e Deir Seryan. De acordo com relatórios do braço militar da organização, os enfrentamentos incluíram emboscadas a curta distância com armas leves e médias e o emprego de mísseis guiados antitanque contra unidades blindadas. A intensificação das ações defensivas ocorre em resposta às tentativas de incursão terrestre do exército de “Israel”, que busca avançar pelos setores de al-Qawzah e al-Qantara, encontrando resistência fortificada nas áreas urbanas e periféricas da fronteira.

O Hesbolá conseguiu destruir cerca de 15 tanques Merkava em um único dia. Na cidade de Qantara, oito blindados foram atingidos por projéteis antitanque em posições próximas a infraestruturas educacionais e torres de água, enquanto em Deir Seryan e al-Taybeh, outras sete unidades sofreram danos severos em ataques coordenados.

Gostou do artigo? Faça uma doação!

Rolar para cima

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Quero saber mais antes de contribuir

 

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.