Um funeral na Igreja Ortodoxa Grega de São Jorge, em Hamoud, na província jordaniana de Karak, foi interrompido por disparos em 23 de outubro. As autoridades registraram inicialmente sete mortos e 34 feridos. Um balanço posterior elevou o número de mortos a nove.
Imagens de uma câmera de segurança exibidas pela televisão jordaniana mostram homens atirando na direção da igreja. O ministro do Interior atribuiu a ação a extremistas, mas afirmou que ainda não era possível vinculá-los a uma organização determinada. Os responsáveis e o motivo do ataque continuavam sob investigação nas informações divulgadas.
As vítimas eram cristãos árabes reunidos em uma cerimônia de sua comunidade. Cristãos e muçulmanos compartilham há gerações a vida de cidades como Karak. Essa história é precisamente o que uma campanha sectária procura destruir quando transforma a religião de uma pessoa em razão para tratá-la como inimiga.
Em artigo publicado pela Al Mayadeen, Makram Khoury-Machool interpreta o massacre como parte de uma tentativa de fomentar divisões religiosas e estimular a saída de cristãos do Oriente Próximo. O autor sugere participação de serviços de inteligência estrangeiros, mas não apresenta prova que permita atribuir o crime a eles. A identificação dos mandantes depende da investigação, não de uma hipótese tomada como fato.
O Conselho de Igrejas da Jordânia condenou o ataque e reafirmou os laços entre cristãos e muçulmanos. Apoiar as famílias das vítimas e impedir que a matança seja usada para separar a população são tarefas imediatas, enquanto se exige a apuração dos responsáveis.



