O órgão alemão de classificação cinematográfica negou autorização ao suspense de ação Citizen Vigilante, estrelado por Armie Hammer, na Alemanha, em decisão divulgada no domingo (21). A obra foi barrada sob acusação de estimular violência contra imigrantes, o que impede sua circulação regular no país e obriga interessados a buscar cópias físicas em mercados vizinhos, como Áustria ou Suíça.
O filme é dirigido por Uwe Boll. A produção foi descrita como uma versão moderna de Desejo de Matar, com foco em um homem comum que decide fazer justiça pelas próprias mãos após perder a confiança nas autoridades. A recusa de classificação foi tratada pelo diretor como censura deliberada, e a defesa tentou reverter a decisão com advogado, mas perdeu por seis votos a dois.
Na trama, Hammer interpreta Sanders. A história começa com uma mãe assassinada por criminosos imigrantes diante do filho, episódio usado como ponto de partida para a jornada do protagonista contra criminosos e agentes públicos corruptos. Esse desenho dramático levou o órgão regulador a apontar incitação à violência contra estrangeiros, avaliação contestada pelo cineasta.
Boll afirma que o roteiro foi inspirado em um caso ocorrido em Hamburgo, em 2016, envolvendo o estupro coletivo de uma adolescente. A decisão alemã cria um bloqueio interno mesmo sem impedir que o filme exista em outros países. Sem classificação local, a obra não pode seguir a rota normal de lançamento no mercado alemão. O resultado prático é restringir sessões, distribuição e acesso comercial, enquanto a circulação fica dependente de importação individual ou de disponibilidade em territórios próximos.
Nos Estados Unidos, o lançamento ficou previsto pela distribuidora Quiver.
A política de censura sempre afeta a produção cultural, mesmo que as autoridades aleguem agir em nome do bem comum.




