Partido da Causa Operária

Acampamento de Férias: o que mudou de 30 anos para os dias de hoje?

Edson Dorta, que participou da terceira edição em 1999 e retornou à 54ª, destaca o salto qualitativo na estrutura e no ambiente político da Universidade de Férias

Entrevistado pelo Diário Causa Operária (DCO) na oportunidade da 54ª edição da Universidade de Férias do Partido da Causa Operária (PCO), Edson Dorta conta a história da atividade de formação política e de imersão em um acampamento, que começou no fim da década de 1990, comparando as primeiras edições com a edição atual. Ele relata melhoras em todos os aspectos, seja na qualidade dos debates, nas aulas, no crescimento da atividade, na infraestrutura e na alimentação: “tudo evoluiu”, afirma.

Quando Edson Dorta pisou pela primeira vez em um acampamento da Aliança da Juventude Revolucionária (AJR), em 1999, a terceira edição da Universidade de Férias do PCO contava com cerca de 30 a 40 participantes. O local era um terreno de campo onde a própria juventude montava uma grande estrutura de lona e metal, semelhante às usadas em shows, para servir de salão de aulas. “A gente levava as coisas: cadeira, lona, estrutura toda. Era chalés e muita barraca”, recorda Dorta, hoje com 54 anos, que voltou a participar da 54ª edição realizada em Sorocaba (SP).

Dorta relembra sobre a quarta edição, sobre a história do Brasil em uma perspectiva marxista. Afirma que não havia transmissão para que pessoas pudessem participar remotamente e o debate não estava tão bem consolidado quanto hoje.

Na época, a organização era improvisada e exigia muito esforço. “A gente fazia meio batendo a cabeça, era uma novidade pra nós. A atividade tinha uma dificuldade maior”, explica Dorta. Hoje, a situação é bem diferente. O PCO busca com antecedência locais que já disponham de salão pronto, acomodações e infraestrutura adequada para receber até 200 pessoas, contando com a rotatividade de participantes que ficam em tempo integral ou passam por períodos mais curtos.

A cozinha coletiva é um exemplo claro dessa evolução. Na 54ª edição, uma coordenação fixa, composta por militantes experientes como Carlos Henrique e Expedito Mendonça, organiza revezamentos diários de grupos de participantes. Uma comissão específica cuida de compras, inventário e definição do cardápio, que prioriza refeições leves à noite e pratos substanciais no almoço, como feijoada, macarronada e peixe empanado. “Todo mundo participa, porque o acampamento é também um momento de trabalho para a militância”, descreve a organização.

A influência do PCO também cresceu. Antes concentrada em poucos estados e setores (como Correios e professores), hoje o acampamento reúne participantes de diversas regiões, incluindo índios do Mato Grosso do Sul e um jovem de Manaus, que atravessou o País para estar presente. “É muito mais fácil trazer uma pessoa de outros estados para cá. O Partido tem autoridade política e ‘know-how’ de atividades bem-sucedidas”, afirma Edson Dorta.

A qualidade do curso em si também avançou. Os temas discutidos, como O Capital, na edição atual, estão ancorados na atividade prática constante do Partido, o que torna o conteúdo mais concreto. Além disso, a reprodução das aulas pela Internet, com equipamentos profissionais de som e imagem, contrasta com os primeiros cursos, que contavam apenas com lousa e giz. “O Partido vem fazendo um desenvolvimento da discussão da política e da atividade prática no Brasil. Isso melhora o curso, deixa ele com mais realismo”, avalia Dorta.

Para Edson Dorta, que acompanhou quase 30 anos de história, o salto organizativo reflete a consolidação do PCO e da AJR como referências na luta revolucionária. “Hoje o Partido tem muito mais experiência. As atividades são mais tranquilas”, conclui.

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