A escola de samba Acadêmicos do Tatuapé anunciou que levará ao Carnaval de 2026 o samba-enredo Plantar para Colher e Alimentar: Tem Muita Terra Sem Gente e Muita Gente Sem Terra, com destaque para a luta do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e para a reivindicação de reforma agrária.
A proposta, feita pela escola em conjunto com o movimento, foi detalhada em entrevista ao sítio do MST. O presidente da escola, Eduardo Santos, afirmou que o tema surgiu de conversas com o MST e que houve “sintonia imediata” com a agremiação, que “historicamente aborda causas sociais”. Ele disse ainda que o enredo foi escolhido levando em conta “força visual, potência musical, impacto cultural” e parcerias.
Patrícia Lafalce, diretora de carnaval, declarou ao mesmo sítio que a intenção é mostrar que o MST “vai muito além da ocupação de terras” e que o movimento “produz alimentos” e organiza comunidades “com base na solidariedade”. Ela acrescentou que a escola pretende destacar “a agricultura sem veneno”.
O carnavalesco Wagner Santos disse que o desfile fará “uma viagem simbólica pela história da terra e da luta”. “A mensagem é clara: a terra deve ser cuidada, partilhada e cultivada de forma coletiva”, afirmou.
A Acadêmicos do Tatuapé deve entrar na avenida para desfilar no sambódromo do Anhembi por volta das 2h15, na madrugada de 14 de fevereiro. O lançamento do samba-enredo ocorreu em 9 de agosto do ano passado, e os ensaios começaram em 16 de agosto, na quadra da escola, no Tatuapé.





