Estado de 'Israel'

A mentira para esconder crimes de guerra

Colunista em O Globo tenta remendar a imagem destruída do sionismo, que o mundo todo viu cometendo todo tipo de crimes na Faixa de Gaza

Fome em Gaza

O artigo A dignidade que o terror do Hamas tenta apagar de Célia Parnes, publicado em O Globo neste domingo (22) é o retrato mais bem-acabado do cinismo de quem apoia o genocídio na Faixa de Gaza.

A senhora Parnes inicia seu texto dizendo que “na tradição judaica, o respeito aos mortos não é apenas um valor cultural — é um mandamento moral. A pessoa não perde sua identidade com a morte. Seu nome, sua história e sua dignidade permanecem intactos, e nenhuma vida pode ser reduzida a número, estatística ou dano colateral”. Ligando o que está dito com o título, é preciso dizer a ela, embora já saiba, que quem está apagando qualquer toda e qualquer dignidade na tradição judaica são os sionistas por meio de seus crimes contra a humanidade.

Itamar Ben-Gvir, de quem andaram circulando vídeos nas redes sociais urinando sobre túmulos de palestinos, acabou de defender a demolição de um cemitério histórico islâmico em Haifa. Onde fica a questão do nome, história e dignidade? Aguardemos que a colunista escreva um texto em protesto, pois isso fere a tradição judaica. A menos, é claro, que sionismo apenas utilize o judaísmo como escudo para seus crimes.

Parnes disse que “nenhuma vida pode ser reduzida a número, estatística ou dano colateral”, talvez por isso os genocidas tentem evitar que se saiba o número de mortos na Faixa de Gaza, tratassem logo de revirar escombros com retroescavadeiras para ocultar corpos e valas comuns abarrotadas de corpos.

Sentimentalismo barato

Célia Parnes escreve que “para identificar o último refém encontrado em Gaza, as forças israelenses realizaram cerca de 250 autópsias no local. Centenas de exames para reconhecer um único corpo. Um processo técnico, doloroso e profundamente humano, que revela uma escolha ética clara: não aceitar que vítimas desapareçam no anonimato imposto pelo terror”. O que essa pessoa omite é que esses israelenses foram mortos pelos bombardeios do próprio governo, que demonstra tanto cuidado com morto, mas não deu a mínima quando estava vivo.

Há relatos de prisioneiras israelenses dizendo que os soldados do Hamas, sob forte bombardeio sionista, protegeram suas vidas colocando sobre elas colchões e o próprio corpo.

Portanto, quando essa senhora escreve que “extremistas apostam no sequestro, na ocultação e na destruição de corpos como estratégia de guerra psicológica”, está fazendo uma confissão, não uma acusação. E, sim, existe uma “uma fronteira moral nítida: de um lado, a instrumentalização da morte; do outro, o compromisso de honrar a vida”, como foi comprovado pelos nas trocas de prisioneiros. Enquanto os israelenses se despediam carinhosamente dos soldados palestinos, estes recebiam prisioneiros corroídos pela fome e deformados pela tortura.

Outra confissão de Parnes encontra-se no trecho em que diz que “o terrorismo não se contenta em matar — precisa prolongar o sofrimento, transformar cadáveres em moeda política e negar até o direito ao luto”. É isso Netaniahu, e outros governos anteriores fazem com os palestinos, de quem roubam as terras. E fazem isso com os próprios israelenses, o que provocou inúmeros protestos nas ruas contra mais esse governo genocida.

Terrorismo

Parnes faz uma pergunta, segundo ela ‘desconfortável’, em seu texto: “até quando o mundo continuará tratando o terror como algo explicável, relativizável ou ‘contextualizável’?”. É uma pergunta interessante, pois os governos do “mundo civilizado” têm aceitado essa prática por parte dos sionistas. Não apenas aceitado, mas financiado e participado dos crimes contra os palestinos.

Quando o governo “israelense” anunciou atentados terroristas com pagers que mataram lideranças do Hesbolá, crianças, e profissionais de saúde no Líbano, a grande imprensa tratou o assunto não como terrorismo, mas como uma prova de astúcia e engenhosidade dos sionistas.

O assassinato de cientistas iranianos e suas famílias, a explosão de prédios inteiros para assassinar um cientista no Irã, nada disso é tratado como terrorismo. E é preciso devolver a pergunta: até quando?

Holocausto

Como sempre fazem os sionistas no seu jogo sujo, acabam utilizando a carta do Holocausto. Essa senhora diz que “ao longo dos anos, o Holocausto passou a ser citado de maneira cada vez mais abstrata, diluído em expressões genéricas como “milhões de pessoas”, como se tivesse sido uma tragédia sem alvo definido. Essa despersonalização não é inocente. Ela apaga o fato central de que 6 milhões de judeus foram assassinados por serem judeus”.

O intelectual e judeu americano, Norman Finkelstein; cujos pais, Maryla e Zacharias Finkelstein, sobreviveram ao Gueto de Varsóvia e aos campos de Majdanek e Auschwitz, em seu livro A Indústria do Holocausto, demonstra que a memória do Holocausto nazista foi instrumentalizada e transformada em uma ferramenta ideológica e um “negócio” lucrativo por elites judaicas americanas e pelo Estado de “Israel”. Argumenta que o Holocausto passou a ser utilizado para justificar políticas do Estado sionista e para silenciar críticas.

Além disso, Finkelstein sustenta que essa ideia é usada para elevar o sofrimento judeu acima de outras tragédias históricas, servindo como uma forma de “imunidade moral”.

Imagem arruinada

As redes sociais, por democratizarem a informação, enquanto a grande imprensa oculta, trouxeram para o mundo o terror que é o sionismo. A imagem de exército moral, de “única democracia no Oriente Médio”, etc., implodiu, não sobrou nada.

Os sionistas, desde sofreram um golpe em sua imagem na Guerra do Líbano, nos anos 1980, gastou décadas e bilhões para cooptar jornalistas e jornais pelo mundo.

A ação heroica do Resistência Palestina, com ênfase ao Hamas, contra seus invasores colonialistas, mostrou o quanto esses invasores são cruéis.

Todos sabem que a senhora Célia Parnes está mentindo, essa é a principal arma dos sionistas: a mentira. No entanto, não resta outra opção a eles que tentar, inutilmente, restaurar a maquiagem do sionismo, mas o mundo já viu sua cara desfigurada.

Durante o tempo que durar o Estado sionista, todos terão de aturar esse tipo de texto, que tentam comover; mas que, na verdade, só conseguem causar, pelo cinismo, espanto e náusea.

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