Quanto tempo falta, afinal,
Para a humanidade desfrutar da liberdade plena?
Tudo vai depender de quão voraz e letal,
A besta consegue ser, antes de tomada pela gangrena.
Assim como os organismos, os sistemas são finitos.
Nascem, crescem, morrem e deixam para trás os detritos.
O contradito é que, entre o final do crescimento e a morte,
O processo tem sido lento, para nossa sorte.
Estamos na fase mais acometida.
Todo o amargor neoliberal é aplicado,
Em prol de uma efêmera sobrevida.
E a fome só aumenta, enquanto tudo é devorado.
Quanto mais privatizado mais disfuncional fica o mercado,
Cada vez mais a expropriar o já deveras estropiado.
Em São Paulo, temos o exemplo da ENEL. Em Brasília, a NEO.
Que nada fazem, além de passar o chapéu.
Cortam salários, demitem funcionários.
Sucateiam estruturas, esvaziam os erários.
No final do tratamento, a febre não arrefeceu…, o acionista enriqueceu.
E o pobre, coitado, além de logrado, ficou no breu.
Mas a míngua do pobre,
Não desencoraja a língua do lobby,
Repercutida no Jornal Nacional.
Onde o Milei brasileiro é o favorito,
Para alimentar o moribundo animal.
Apesar de senil e proscrito, sua fome só aumenta e de forma exponencial.




