Uma pauta política, o “feminicídio”, ha muito tomou dimensão central nos debates sociais recentes, sendo defendida pela ampla maioria da esquerda e direita institucional. A importância dada a essa questão proporcionou mudanças legislativas propiciando mediante novas tipificações, maiores poderes punitivos o Estado, em outras palavras, um endurecimento do regime.
Tornar-se patente ha existência uma campanha de grande escala em torno do “feminicídio”, e uma crítica pitoresca da extrema-direita que termina por contribuí com essa campanha. O natural neste é analisa a materialidade de fenômeno, partindo com o lastro objetivo que a realidade apresenta.
O que seria “feminicídio”?
Seriam ocorrência de mortes violentas intencionais de indivíduos simplesmente por pertencerem ao sexo feminino. Nessa concepção idealista da sociedade, sua dualidade central seria um caráter sexista, ignorando o seu reconhecido caráter de classes.
Sem ignorar manifestações culturais que podem resulta-fatais como ciúmes, possessividade, dos quais ambos sexos podem serem vitimados. Esses problemas sociais podem ser superados somete com modificações econômicas concretas, reformas que em sua fase imperialistas o capitalismo não tolera.
Quais são os números?
A grande imprensa cita números isolados, apresentando-os como alarmantes, apoiando-se na realidade violenta de nosso país, onde o Estado vitima violentamente m volume similar a guerras. Cabe-nos a pergunta: esses números expressam o fenômeno chamado de “feminicídio” ou a violência generalizada no Brasil?
Segundo Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, em números gerais, no ano de 2024 o Brasil registrou 44.127 mortes violentas intencionais (MVI), sendo homicídios dolosos, latrocínios, lesões seguidas de morte, com média diária de 120. Nesse universo, 91,1%, aproximadamente 40,1 mil, foram masculinas, com média de 109 mortes ao dia, restando 8,9%, aproximadamente 3,9 mil femininas, media de 10 mortes ao dia.
Munidos desses dados, considerando “feminicídio” os eventos de MVI que ocorram nas dependências do lar ou em decorrências de violência oriunda do parceiro.
| Gênero | Mortes nominais por sexo | Média Diária por sexo | % do Total por sexo |
| Homens | 40.200 | 109,8 | 91,1% |
| Mulheres | 3.927 | 10,7 | 8,9% |
Focando primeiro no aspecto residência, encontramos em valores percentuais que 9,7% das MVI masculinas ocorrem no lá, em oposição 64,5% das femininas. Entretanto, trazendo esses dados a valores nominais, 3.899 ocorrências de MVI masculinas, representando 60,62% do total, contra a 2.533 ocorrências de MVI femininas, representando 39,38% do total, mesmo nas residências os homens são maiores vítima de assassinatos.
| Gênero | % Residencia por sexo | Nominal Residencia por sexo | % Residencia total por sexo |
| Homens | 9,7% | 3.899 | 60,62% |
| Mulheres | 64,5% | 2.533 | 39,38% |
Considerando o segundo aspectos de violência oriunda do parceiro, obtemos em valores percentuais 6% das MVI masculinas, em oposição 80% das femininas. Novamente, colocando esses dados em valores nominais, temos, 2.412 ocorrências de MVI masculinas, representando 43,43% do total, contra a 3.142 ocorrências de MVI femininas, representando 56,57% do total, algo bastante distante da realidade propaganda na grande imprensa.
| Gênero | % parceiro por sexo | Nominal parceiro por sexo | % parceiro total por sexo |
| Homens | 6,0% | 2.412 | 43,43% |
| Mulheres | 80,0% | 3.142 | 56,57% |
A quem interessa essa farsa?
É um fato que o quadro apresentando pela imprensa não corresponde a realidade brasileira, então a quem interessa essa campanha? Ha muita violência no Brasil, um país extremamente desigual, muita proveniente do Estado, então por que aumenta repressão quando exatamente o contraio seria o efetivo?
Acabar com as polícias e diminuir a desigualdade social seriam os pontos iniciais para diminuir a violência no país, então qual a razão da política de recrudescimento estatal? Além de inefetivas, essa política concorre para ampliação do quadro atual, aumentando a desigualdade e violência provenientes desta.
O fundo de indiferença com mulheres
Os mesmo agentes da classe burguesa que levam essa política adiante são os responsáveis pela situação social das mulheres. Uma realidade de fome, desemprego, baixos salários, subempregos, a exploração mais exacerbada.
Essa classe e seus agentes políticos não se preocupam com mulheres ou qualquer outra afora o lucro. Todas as suas campanhas são em defesa deste lucro, da sua manutenção e aumento.
A campanha em torno do “feminicídio” resume-se a adota uma bandeira real ou não, mas moralmente justificável, para impor sua política. Nestes caso, dar mais poderes ao Estado para oprimir a classe trabalhadora, mantendo a dominação burguesa e todas as suas mazela mesmo diante da gigantesca crise que enfrenta.
Como proteger as mulheres?
Não ha como discutir a segurança de qualquer população sem tocamos na questão o armamento desta. Com as mulheres não é diferente sua real proteção passar pelo seu acesso a armas e treinamento para uso.
Somente por meio de sua organização em comitês de autodefesa, pela mudanças sociais que lhe permitam condições econômicas similares aos dos homens, e sua integração ao seu acesso ao podere, como praticante da violência, hoje monopólio do Estado, e que haverá proteção e segurança legítima as mulheres.





