Polêmica

A ‘fake news do bem’ em defesa do imperialismo

Mais um grupo de esquerda que se aproveita de uma pequena falha técnica para tentar impedir que o Brasil explore suas riquezas e deixe tudo para o imperialismo

Quatro Cavaleiros do Apocalipse

O artigo Alerta ignorado na Foz do Amazonas, publicado nesta quarta-feira (7) no sítio Revista Movimento, ligado ao MES/PSOL, segue na mesma linha de um artigo publicado um dia antes no sítio Esquerda Online. Trata-se da esquerda ongueira fazendo alarde para garantir os interesses do grande capital, que não quer que o Brasil explore suas gigantescas reservas de petróleo.

Como este Diário já elucidou mais de uma vez, não se trata de “Foz do Amazonas”, mas da Margem Equatorial, uma vasta região a centenas de quilômetros da costa. A insistência na nomenclatura “Foz do Amazonas” serve para comover as pessoas e fazê-las acreditar que a Amazônia está em risco.

O olho do artigo diz que um “vazamento de fluido expõe riscos da exploração de petróleo que o governo insiste em empurrar, apesar dos alertas de ambientalistas e povos tradicionais. Vazaram 14 metros cúbicos de fluido (biodegradável) de perfuração, o que corresponde a 14 piscinas de plásticos de mil litros – aquelas para crianças.

Alarmismo

O primeiro parágrafo diz que “o vazamento registrado no último domingo (4) durante a perfuração do poço Morpho, na Foz do Amazonas, reacendeu críticas à insistência do governo federal em avançar com a exploração de petróleo em uma das regiões mais sensíveis do planeta. Embora a Petrobras e o Ibama afirmem que não houve derramamento de petróleo, apenas a liberação de fluido de perfuração, o episódio reforça, para ambientalistas, que o risco ambiental não é hipotético – ele já está em curso.

Quem disse que aquela é uma das “regiões mais sensíveis do planeta”? Por que devemos acreditar nessa afirmação? Mesmo assim, a Petrobrás é uma empresa que serve como referência quando a questão é segurança. O que não quer dizer que não possa haver acidentes, mas isso serve para todas as petroleiras.

É curiosa a afirmação que diz que “o risco ambiental não é hipotético – ele já está em curso”. Será que essa gente tem bola de cristal, ou devemos esperar algum tipo de sabotagem?

No segundo parágrafo, lê-se que ‘segundo a Petrobras, houve ‘perda de fluido de perfuração em duas linhas auxiliares’ que ligam a sonda ao poço, a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá. A estatal sustenta que o material vazado é biodegradável e ‘atende aos limites de toxicidade permitidos’, assegurando que “não há dano ao meio ambiente ou às pessoas”. O presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, corroborou a versão ao afirmar que “não há petróleo no vazamento” e que o problema decorreu de uma despressurização de fluido hidráulico, também classificado como biodegradável.

É importante a informação “a cerca de 175 quilômetros da costa”, bem afastado de onde o Amazonas desemboca. A Petrobrás sustenta que o material vazado é biodegradável porque é disso que se trata. Os “ambientalistas” vivem exigindo que se utilize produtos biodegradáveis, e quando isso é observado ainda assim criticam. Deveriam comemorar o fato de a empresa ter essa preocupação, pois é umas das poucas.

Um pouco adiante, lê-se que o próprio Ibama confirmou que houve ‘descarga do fluido para o mar’ e que as causas do incidente seguem em apuração. Para organizações socioambientais, o fato de o primeiro poço exploratório da região já apresentar falhas técnicas expõe a fragilidade do discurso oficial de controle absoluto dos riscos. E é preciso lembrar que o Ibama atrapalhou o quanto pôde o início dos estudos na região. O fato de as causas estarem sendo apuradas é sinal de que a Petrobrás tem um programa para evitar acidentes.

Quanto às ONGs afirmarem que “o fato de o primeiro poço exploratório da região já apresentar falhas técnicas expõe a fragilidade do discurso oficial de controle absoluto dos riscos” é digno de risada. Em que mais essa gente acredita, em mau-olhado? Mandinga? Passar embaixo de escada dá azar? E não existe isso de “controle absoluto” em nenhuma atividade humana.

Outro trecho ridículo atesta que “‘se antes mesmo de alcançar o petróleo já há vazamento, imaginar um cenário de produção em larga escala é temerário’”, alertam pesquisadores ouvidos por entidades como o Observatório do Clima (OC) e o Instituto Arayara. Temerário por quê? Essa afirmação não faz o menor sentido. E quem são essas entidades? Quem as financia? Ligados ao Observatório do Clima, por exemplo, encontram-se SOS Mata Atlântica, Greenpeace,WWF-Brasil…, esses nomes falam por si, aí está o dedo do imperialismo. Já o Instituto Arayara, vejam que “coincidência”, é membro do OC. Parece que se trata de uma “ação entre amigos”.

Como o próprio artigo confessa, “a exploração na Foz do Amazonas sempre foi alvo de forte resistência. Em pareceres técnicos anteriores, o próprio Ibama havia negado a licença à Petrobras”. Sim, e isso é trabalho dessa gente ligada a ONGs e ao imperialismo.

O Ibama havia negado a licença à Petrobras, citando a dificuldade de resposta rápida a acidentes em águas profundas, a distância da costa e o risco direto a manguezais, recifes, além de povos indígenas e comunidades ribeirinhas”. A distância da costa, como se sabe, é enorme, e não existem os tais recifes, isso não passa de mentira, ou fake news (como está na moda dizer). Esses falsos ambientalistas não estão preocupados com povos indígenas ou comunidades ribeirinhas, pois tentam ao máximo evitar o desenvolvimento da região para que seus moradores tenham acesso a um mínimo conforto, ou mesmo energia elétrica.

Loucura

O Ibama, que é parte do governo, tentou impedir que a União explorasse seus próprios recursos. Ministras, como Marina Silva e Sônia Guajajara (que já viajou pela Europa financiada pela Fundação Ford), fizeram o que puderam para impedir que o Brasil sequer fizesse estudos na Margem Equatorial, isso é uma verdadeira loucura. O governo deveria simplesmente passar por cima desses sabotadores.

Qual país deixa suas riquezas no subsolo? Mesmo assim, temos que ler sandices do tipo entidade defende a estratégia do ‘petróleo no chão’. Por que essa gente não abre mão do progresso e vai viver de tanga no meio da selva? São contra o petróleo? Deem o exemplo e abram mão de celulares, vestimentas, computadores, remédios… tudo isso requer petróleo.

Para tentar convencer as pessoas de que toda essa riqueza fique embaixo do chão, ficam citando o Greenpeace, que mentiu sobre os “recifes de coral” na Margem Equatorial, e que apontam que correntes marítimas na região poderiam espalhar rapidamente um eventual vazamento de óleo, atingindo não apenas o Amapá, mas também o Pará, a Guiana Francesa e até o Caribe.

Acontece que a Guiana, bem ao lado, já está explorando seu petróleo. Enquanto no Brasil, essa “esquerda”, sob ordens do imperialismo, faz chantagem. Diz que o vazamento do fluido foi “minimizado” pelas autoridades, o que é mentira, pois foi explicado e está sendo corrigido.

Essa esquerda ongueira, que se finge de morta para a extração de petróleo na vizinha Guiana, trabalha para o imperialismo, que quer manter nosso petróleo bem quietinho no subsolo, pois pretende usufruir sozinho dessa riqueza.

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