Ontem (12), transcorreu o terceiro dia da 54ª edição da Universidade de Férias da Aliança da Juventude Revolucionária (AJR), o evento de formação política mais tradicional do país, que reúne militantes, estudantes, trabalhadores e simpatizantes de diversas regiões do Brasil no hotel-fazenda Estância Primavera, em Sorocaba (SP).
O dia foi marcado pela chegada de novas caravanas e participantes que acabaram de entrar no acampamento, muitos vindos de longe, como da Bahia, pela plenária de organização do acampamento e pela expectativa crescente para o início efetivo das aulas do curso central da edição: o estudo sistemático da obra O Capital, de Karl Marx, que será ministrado pelo companheiro Rui Costa Pimenta.
Na plenária, foram estabelecidos os combinados para uma convivência harmoniosa entre todos os presentes, com a leitura do regulamento do acampamento. Além disso, foi explicada a divisão dos participantes em grupos de estudo e de trabalho e adiantadas as atividades de confraternização previstas, assim como foi explicado qual a maneira de cada um que quiser de propor novas atividades.
A respeito da chegada de novos militantes e do clima para os próximos dias, foram colhidas entrevistas realizadas no local pelo Diário Causa Operária tanto dos companheiros que já estavam desde o primeiro dia quanto dos recém-chegados. Os entrevistados destacaram a beleza do espaço, a qualidade da estrutura e o clima de camaradagem que já se sente mesmo antes das aulas começarem, conforme previsto para amanhã, quarta-feira (14).
Maia, 24 anos, militante de longa data que participa dos acampamentos desde criança (pois nasceu envolvida no partido, já que seus pais são militantes), contou que esse espaço vem sendo usado desde o meio do ano passado e impressiona pela grandiosidade: quadras de vôlei, futebol de areia, tênis, área de jogos com sinuca, pebolim e ping-pong, três parquinhos para as crianças, duas piscinas e uma natureza exuberante. Ela lembrou com carinho das edições passadas, já teve acampamento na praia, de inverno em lugares gelados fora de São Paulo, passeios incríveis, e disse que a Universidade de Férias sempre foi uma experiência muito divertida: conhecer militantes novos de outras cidades, comer comida boa, trocar ideias e viver aventuras que rendiam histórias para contar aos amigos no colégio.
Bona, 72 anos, recém-chegada da Bahia, estava conhecendo o local pela primeira vez e ficou encantada: “O aqui é lindo, a natureza é maravilhosa. Todo mundo muito receptivo, tranquilo”. Ela veio justamente para conhecer de perto os companheiros do PCO, ver como funciona o andamento e participar da formação.
Mateus, 28 anos, militante do PCO que chegou ontem, elogiou o ambiente e a convivência, embora tenha brincado que os alojamentos podiam ter um ventiladorzinho a mais. Já experimentou a área de jogos (jogou pebolim e ping-pong) e está ansioso pelo curso: “Acho que vai ser uma tarefa difícil explicar O Capital, porque é uma obra enorme, três volumes. O Rui vai conseguir, mas vão surgir muitas perguntas, é um assunto complexo”. Ele também fez uma contribuição prática: sugeriu opções no café da manhã sem carne de porco (como peito de peru) para respeitar companheiros muçulmanos que estão no acampamento.
Marcio, de 49 anos, que chegou e está no chalé, achou o ambiente espaçoso e pretende explorar mais: piscina grande, lanchinho no Jacobinos, e expectativa de conhecer mais gente de outros estados. Ele destacou que o legal mesmo é essa interação entre militantes de diferentes regiões.
O clima geral é de muita animação para os próximos dias: com a chegada do companheiro Rui, o curso sobre O Capital vai começar amanhã, e todos esperam aprofundar as bases científicas do marxismo enquanto aproveitam a convivência socialista, as refeições coletivas, as brincadeiras e o lazer no acampamento.
A 54ª Universidade de Férias segue até 25 de janeiro e promete ser histórica, com estrutura cada vez melhor e um número recorde de participantes.




