O Ministério do Patrimônio Cultural, Turismo e Artesanato do Irã afirma que 131 monumentos históricos e 64 instalações turísticas, incluindo sítios de patrimônio mundial, foram danificados pela agressão dos Estados Unidos e de “Israel”.
A Província de Teerã foi a que mais sofreu, com 61 de seus locais históricos danificados. As províncias de Isfahan e Kordestan ocupam o segundo e terceiro lugares, com 23 e 12 locais históricos atingidos, respectivamente.
Foram danificados 111 sítios históricos e museus em todo o país, além de 11 edifícios de valor histórico na Província de Teerã e 9 locais pertencentes à era da Defesa Sagrada na Província do Khuzestan. Sete áreas históricas, que incluem mais de um monumento, também sofreram danos. Além disso, 64 instalações turísticas, incluindo hotéis e agências de serviços, foram atingidas.
Apesar dos ataques, o relatório destaca que 25.898.000 viagens realizadas pelo país entre 16 e 27 de março revelam a tenacidade e a força da indústria turística do Irã. Por fim, o documento instou a comunidade internacional a quebrar o silêncio e condenar os ataques ao patrimônio.
Em uma publicação na rede social X em 15 de março, o Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, condenou os ataques dizendo:
“Israel está bombardeando monumentos históricos iranianos que remontam ao século XIV. Vários Sítios do Patrimônio Mundial da UNESCO foram atingidos”.
“É natural que um regime que não durará um século odeie nações com passados antigos. Mas onde está a UNESCO? Seu silêncio é inaceitável”, concluiu.
De acordo com a Convenção de Haia de 1954, as Convenções de Genebra de 1977, o Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional e o direito internacional estabelecido, qualquer ataque a sítios históricos e patrimônio cultural é uma violação flagrante do direito internacional e um exemplo claro de crime de guerra.
As forças armadas dos Estados Unidos e de “Israel” iniciaram sua agressão militar contra o Irã no final de fevereiro, atacando 30 alvos em Teerã. Desde então, as forças armadas iranianas retaliaram de forma decisiva lançando barragens de mísseis e veículos aéreos não tripulados contra territórios ocupados por “Israel” e bases norte-americanas na região.





