A Organização de Inteligência do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) afirmou, nesta segunda-feira (26), ter frustrado uma trama arquitetada por agências de espionagem de 10 países estrangeiros, destinada a fomentar o caos e ameaçar a estabilidade política do Irã.
“A sala de comando do inimigo foi formada imediatamente após a guerra de 12 dias, com a participação de 10 serviços de inteligência hostis”, declarou o órgão.
O braço de inteligência do IRGC afirmou que o plano visava fomentar revoltas internas aliadas à intervenção estrangeira para representar uma ameaça existencial contra a República Islâmica. Ele observou que o esquema foi derrotado graças à vigilância das forças de segurança iranianas e à colaboração do povo.
De acordo com o comunicado, a Organização de Inteligência do IRGC:
- Prendeu 735 indivíduos afiliados a redes contrárias à segurança;
- Convocou 11.000 pessoas vulneráveis para interrogatório;
- Confiscou 743 armas de fogo não autorizadas;
- Identificou 46 indivíduos ligados a serviços estrangeiros.
O comunicado informou que autoridades políticas e de segurança estrangeiras apoiaram diretamente as medidas, incluindo a disseminação da violência, a exploração terrorista de reuniões públicas, o uso de redes sociais para instigar o caos e o envio de criminosos organizados como parte de um plano para aumentar o número de mortes entre civis e forças de segurança.
Os protestos instigados pelo imperialismo no Irã escalaram em 8 de janeiro e continuaram por vários dias, seguindo protestos pacíficos em bazares e mercados iranianos, onde comerciantes pediam ação do governo para conter a desvalorização do rial iraniano.
A violência, encorajada abertamente pelo regime israelense e pelo presidente dos Estados Unidos , Donald Trump, resultou em danos extensos a propriedades públicas e privadas, com a destruição de lojas, instituições governamentais e a morte de milhares de civis, incluindo mulheres e crianças, além de forças de segurança.
A Fundação de Assuntos de Mártires e Veteranos do Irã informou posteriormente que 3.117 pessoas morreram durante os distúrbios, incluindo 2.427 civis e pessoal de segurança, observando que muitos inocentes foram mortos por elementos terroristas organizados.





